terça-feira, 22 de julho de 2014

O Festival de Forró de Itaúnas começou e você pode ouvir em tempo real

Começou na última sexta-feira (19) e vai até o próximo sábado (26) a 14ª Edição do Festival de Forró de Itaúnas, pra quem ainda não sabia... Ele se consagrou como o maior evento de forró pé de serra do Centro-Sul do país, com um concurso de trios e bandas que já revelou grandes nomes do meio forrozeiro.

Eu fui àquela pequena vila do município de Conceição da Barra (ES) umas quatro vezes e de todas guardo ótimas lembranças. Já falei muito sobre o festival e sobre a cidade por aqui. No filme "Por Amor ao Forró" há uma parte só dedicada a Itaúnas - mas ela aparece no filme inteiro. Aliás, foi lá que eu tive a ideia de fazer esse documentário (que teve a co-autoria do Galton Sé), sentada à beira da praia, observando a paixão daqueles jovens que viajaram de tão longe pra estar ali ouvindo forró 24 horas por dia...

Bem, este ano o Fenfit teve o surpreendente show do Falamansa, que, até onde eu sei, não tocava por lá há muitos e muitos anos. E tem na programação também Pinto do Acordeon, compositor da música que dá nome a este blog e ao filme, Trio Sabiá, Edson Duarte, a Lucy Alves, que foi finalista do The Voice Brasil e é do grupo Clã Brasil, os meninos do Raízes do Sertão, que são daqui de Brasília, e muitos outros.

Pra quem não conseguiu ir e quer ter uma palhinha da animação que vira aquela vila nessa época, é só acompanhar ao vivo pela rádio online Forró Brasileiro. Pelo menos desde 2009 o Fabrício participa de todos os festivais e transmite tudinho à noite, além de entrevistas com os músicos de dia. Vale a pena conhecer: http://forrobrasileiro.com.br/

Mais informações sobre o Festival de Forró de Itaúnas: http://www.forrodeitaunas.com/

Também em nossos posts antigos sobre o tema ou na reportagem que fiz para o G1 em 2008:



quarta-feira, 16 de julho de 2014

Forró de quinta-feira em Brasília volta a ser no Arena

Queridos forrozeiros de Brasília e região, tem uma notícia muito boa chegando!
A partir desta quinta-feira, dia 17 de julho, a capital terá de volta um de seus forrós mais tradicionais voltando ao local de origem: o Arena do Forró. Durante cerca de oito anos o evento ocorria toda quinta-feira no Arena Futebol Clube e fez história. Mas ele teve que dar um tempo por lá e zarpou para a Apcef, onde bateu ponto por dois anos com o nome "Forrozim da Apcef".

Como a vida dá muitas voltas, tudo será como antes. E agora, às quintas, o forrozinho rola solto no Arena Futebol Clube de novo. A festa de reinauguração do projeto será com o Trio Sucupira. O grupo de Uberlândia é formado por três rapazes que se dividem entre o forró e outras profissões: Bruno Cardoso, zabumbeiro e arquiteto, Daniel Sobreira, sanfoneiro e publicitário, e Raphael Bernardes, trianglista, vocalista e dentista.

O Trio Sucupira já participou do Festival Nacional de Forró de Ilha Grande (RJ) e do Festival Nacional de Forró de Itaúnas (ES) e tem se apresentado nos principais forrós do país. Em 2011, o grupo gravou seu primeiro CD "Até o Dia Clarear", com a participação de Edson Duarte, Danilo Ramalho, Mestrinho, Thiago dos Santos e Diego Oliveira.


Serviço:
Arena do Forró - Esta semana com Trio Sucupira (MG)
Quando: Toda quinta-feira, a partir de 21h
Local: Arena Futebol Clube, Setor de Clubes Sul - trecho 3 (próximo à AABB)
Informações: 9982-0123 // http://www.arenadoforro.com.br // www.facebook.com/forrozimapcef
Entrada: Especialmente nesta quinta-feira (17), ingressos a R$ 5 para estudantes e R$ 10 para os demais, com nome na lista (enviar para  listadoforrozim@gmail.com até 18h), até 22h


terça-feira, 27 de maio de 2014

Forró na mídia: Globo, documentário de Dominguinhos e reportagem sobre seus discípulos

Dei as caras por aqui de novo pra atualizar informações que estavam caducando e pra deixar novas contribuições sobre coisas bacanas que andam acontecendo no mundo do forró e seu alcance pra fora dos grupos de forrozeiros. Eu ando afastada dos festivais e das festas, mas não posso deixar de registrar que:

1 - Forró chegou à Globo:
As bandas Bicho de Pé e Luan e Forró Estilizado (o vocalista é filho do compositor Amazan) estão na reta final do programa Superstar, da TV Globo, e merecem todo o apoio (e os votos) dos forrozeiros. Deixando preconceitos e intolerância sobre os arranjos "modernos" de lado, minha gente, eles têm representado muito bem o forró, tocando sempre clássicos e fazendo muito bonito no meio da galera do rock e do pagode. Vale a pena assistir - o programa vai ao ar aos domingos à noite, depois do Fantástico - e votar nos dois grupos (ou em um que você goste mais, mas tem que baixar o aplicativo).

Tanto forrozeiro reclama da ausência do forró na mídia, então é hora de unir forças e fazer com que a Globo e tantos outros veículos de comunicação percebam que o forró tá aí, vivinho da Silva. Quem acompanhou o sucesso da Lucy Alves, vocalista do Clã Brasil, no The Voice Brasil do ano passado? Ela tocou sanfona, cantou Gonzagão e Dominguinhos e honrou e muito o forró pé de serra, ficando em segundo lugar no programa. Temos que nos unir pra ajudar a divulgar cada vez mais e mais...

2 - Tem documentário novo sobre Dominguinhos:
Nosso querido e saudoso Mestre Dominguinhos foi tocar forró no céu ano passado, mas podemos rever aquele sorriso doce e meigo na telona. Está em cartaz em alguns cinemas do país o filme "Dominguinhos Mais", dirigido por Joaquim Castro, Eduardo Nazarian e Mariana Aydar (forrozeira, cantora de MPB e mulher do Duani). O documentário, que parece ser lindo (ainda não consegui ver), não está sendo muito divulgado porque não é distribuído pela Globo Filmes (responsável pela publicidade em massa de 99% dos filmes brasileiros). Mas ele tem sido exibido em diversos festivais de cinema por aí e muito elogiado. Lá no perfil do filme no Youtube, dá pra ver também a websérie que fizeram em que o seu Domingos toca com outros grandes nomes da música brasileira... Abaixo, o trailer pra dar mais vontade de ver!



3 - Discípulos de Dominguinhos:
A propósito do tema Dominguinhos, eu comi mosca ao não ter divulgado por aqui uma reportagem que fiz em setembro do ano passado sobre quem poderiam ser os principais discípulos do nosso mestre em matéria de sanfona.

A reportagem foi publicada na versão impressa do jornal Correio Braziliense, mas dá pra ver no site ainda:
Sanfoneiros mantêm legado de Dominguinhos e Gonzagão no forró pé de serra. Depois de fazer uma pesquisa com produtores e entendidos, cheguei aos nomes do Mestrinho e do Cezzinha do Acordeom, que são de fato dois dos melhores sanfoneiros da nova geração. Claro que há outros tão incríveis quanto, como o Rafael Meninão, que hoje roda o mundo com o musical Gonzagão (eu assisti, é lindo!), e o Clayton Gama, que hoje toca com a banda Bicho de Pé. Mas só deu pra destacar os mais lembrados. Olha aí um trecho da reportagem:

Versão impressa da reportagem, publicada em 5/09/2013, no Correio Braziliense

 "Pouco mais de um mês depois de o Brasil se despedir de Dominguinhos, que deu seu último suspiro no dia 23 de julho, a saudade ainda aperta o coração de fãs e amigos. Mas, enquanto a herança financeira do cantor é disputada pela família, não há briga pelo legado musical do sanfoneiro.

Ao contrário do que fez Luiz Gonzaga, que elegeu o menino Domingos seu substituto ainda em vida, o mestre recém-falecido não apontou um nome único. Ao ouvir pesquisadores e produtores de forró pé de serra, porém, o Correio chegou a dois jovens indicados como maiores candidatos a sucessores do mestre: Cezzinha e Mestrinho. 

Além do mesmo talento com a sanfona e a voz, ambos têm em comum a peculiar humildade ensinada por Dominguinhos. “Ele deixou a obrigação de todos nós carregarmos juntos a bandeira do forró, porque música não tem trono”, comenta o modesto Cezzinha. “Herdeiro tem um monte, mas ele era único, ninguém o substitui”, completa Mestrinho." (Leia a íntegra aqui)

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Novos ventos...

Olá, como vão, queridos forrozeiros?

Sei que não apareço aqui há muito tempo e, mesmo assim, centenas de pessoas ainda visualizam o blog diariamente. Agradeço a todos por continuarem por aqui...
Não é que os abandonei. É que eu me afastei um pouco do forró por conta de outros rumos da vida e parei de ter muitas novidades sobre o tema. Volto sempre que der ou que eu souber de coisas bacanas...
Mas, como já disse outra vez, há informações aqui que não se perdem, não vencem com o tempo. E por isso ele continua aqui, aberto a todo mundo. O forró ainda é lindo e tem muita coisa boa acontecendo por aí...



Falando em coisas lindas, posso deixar uma dica? Criei um novo blog com minha irmã, Andressa Caitano, que tem tudo a ver com esse aqui: o Música Pra Sorrir Brasileira - "Canções nacionais que alegram a alma e acalmam o coração". Nós fizemos uma lista de músicas cantadas em português que falam de otimismo, alegria, esperança, sonhos... E, olha, a gente já achou um bocado...

Além da lista, estamos falando sobre cada uma, comentando os sentimentos que ela nos traz... E dá pra ouvir algumas clicando no play no alto da página. Forrozeiros queridos, deem uma forcinha, entrem lá, comentem, sugiram e compartilhem... Vamos continuar divulgando a boa música do nosso país!

A propósito, não achei tantos forrós que tenham temas tão específicos, vocês podem me ajudar? Tem um bem legal lá que todo mundo conhece, olha aí:

A Natureza das Coisas (Se Avexe, Não) - Santana, o Cantador

 

Beijos,
Adriana Caitano
adricaitano@gmail.com
Twitter: @adrianacaitano
http://adrianacaitano.wordpress.com
http://musicaprasorrirbrasileira.blogspot.com 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Gonzaga: De Pai para Filho - e para todos nós



Faz muuuito tempo que não atualizo este blog. Meu afastamento dele se deu mais ou menos na mesma época em que eu me afastei do forró em si. Mas hoje vi um motivo mais do que justo para voltar a dizer algo sobre o assunto que motivou a criação desta página.

Acabo de ver o trailer do filme “Gonzaga: De Pai para Filho”, que vai contar a linda história de Luiz Gonzaga e seu filho, o também cantor Gonzaguinha. Eu já havia falado sobre ele ano passado, mas parei de acompanhar a história e, quando vi, a estreia já estava marcada: dia 26 de outubro.

Aqueles pouco mais de dois minutos de cenas resumidas me causaram um impacto inexplicável. Chorei por dentro e só pude permitir que uma tímida lágrima escorresse pelo olho direito. Deu saudade. Saudade de tudo o que vivi desde 2006, quando me tornei forrozeira. Dos primeiros passos desconexos, da primeira sapatilha, da primeira viagem a Itaúnas, dos festivais.

Deu saudade do tempo em que eu aprendi a não ligar para o suor no meio da dança, que descobri um jeito delicioso de flutuar na ponta dos pés, que perdi a vergonha de encostar minha testa em um desconhecido pra sentir melhor a música. Senti falta do começo, quando eu não conhecia ninguém, e do durante, quando fiz milhares de amigos.

Ver a história de Luiz Gonzaga sendo contada me faz lembrar do ano inteirinho que dediquei a um filme amador, mas muito trabalhoso, só pelo prazer de fazer parte da história do forró. Lembrei-me também do quanto amei tudo que tinha a ver com forró, das coisas de que abri mão por ele. E não me arrependo de absolutamente nada.

O forró me trouxe uma das mais preciosas jóias que alguém pode ter: a amizade. Fiz amigos, dezenas, centenas deles. Conheci gente do mundo todo, gente que está guardada no meu coração pra sempre, mesmo que elas não saibam. O forró apareceu na minha vida para iluminar tudo a minha volta.

Mas eu me afastei dele há uns meses. Não por raiva, mágoa ou desdém. Não se desfaz de um amor assim tão rápido. Só que um dia a vida nos leva para caminhos diferentes, coloca outras prioridades à frente e nos mostra que é preciso gastar energia com outras paixões.

Eu ainda não substituí o forró, talvez nunca o faça. Só escolhi não viver em função dele como fazia antes. Ainda assim, ele continua aqui, pulsando no meu peito a cada tinguelingue do triângulo, a cada acorde da sanfona e a cada batida da zabumba, mesmo à distância.

Então, para aqueles que querem saber, sou forrozeira ainda, talvez não praticante, mas eternamente… E estarei no cinema dia 26 de outubro toda orgulhosa de ver a história dessa nossa paixão nas telonas para todo mundo admirar!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Filme sobre Gonzagão começa a ser rodado


O piauiense Chambinho do Acordeon será Luiz Gonzaga
Ótima notícia! Na semana em comemoração ao aniversário de Luiz Gonzaga (nascido no dia 13 de dezembro), começarão a rodar o filme sobre sua vida e a de seu filho Gonzaguinha - o mais esperado de 2012 ;)

Vejam a notícia enviada pela assessoria do filme:

Começam as filmagens de "Gonzaga - de Pai para filho", novo filme de Breno Silveira
Primeira sequência será rodada em show no Marco Zero, no Recife

No próximo domingo, 11 de dezembro, a partir das 18h, o show em homenagem ao Rei do Baião, Luiz Gonzaga, que ocorrerá no Marco Zero, no Recife, dará início às filmagens de “Gonzaga - de Pai para Filho”, novo longa de Breno Silveira, diretor que levou mais de 5 milhões de espectadores aos cinemas com “2 filhos de Francisco”.

“Dar início das filmagens no Recife é um sonho, ainda mais perto do aniversário do Luiz Gonzaga e no Marco Zero, um local histórico preservado. Gonzagão merecia uma biografia há muito tempo”, conta o diretor Breno Silveira, que teve a ideia inicial para o filme a partir de uma caixa de fitas cassete nas quais Gonzaguinha conversa com o pai.

O filme retrata a relação entre o sanfoneiro Luiz Gonzaga (1912-1989) e seu filho, o cantor e compositor Gonzaguinha (1945-1991). O papel do Gonzagão será dividido por três atores diferentes. O sanfoneiro Nivaldo Expedito de Carvalho, de 31 anos, mais conhecido como Chambinho do Acordeon, interpretará Gonzaga dos 30 aos 50 anos, período em que a carreira do músico deslanchou.

Nivaldo participará do show no Marco Zero onde será rodada a primeira seqüência do filme. O show com entrada franca terá apresentações dos músicos Nando Cordel, Jozildo Sá e Santana.

O filme marca a estreia de Chambinho no cinema, que irá contracenar com o gaúcho Julio Andrade (Cão sem dono), no papel de Gonzaguinha, e Nanda Costa, que interpreta a dançarina e cantora Odaléia Guedes dos Santos, mãe de Gonzaguinha.

A jornada de Luiz Gonzaga até se tornar o rei do Baião é mitológica. Ele gravou mais de 625 músicas, como o clássico “Asa Branca”. Já Gonzaguinha seguiu uma carreira totalmente independente do pai e também alcançou o sucesso nacional. É autor de alguns dos mais belos sambas de todos os tempos “O que é o que é?” (“E a Vida?”).

Após rodar esta sequência no Marco Zero, o diretor Breno Silveira retomará as filmagens em fevereiro, na cidade de Exu, onde Gonzagão nasceu, nos arredores da Serra do Araripe e no Rio de Janeiro.
Com distribuição da Downtown Filmes, produção da Conspiração Filmes, e coprodução da Globo filmes e D+Produções, o filme tem previsão de lançamento para o segundo semestre de 2012, quando será comemorado o centenário do nascimento de Luiz Gonzaga.

SINOPSE:
Um pai e um filho, dois artistas, dois sucessos. Um do sertão nordestino, o outro carioca do Morro de São Carlos; um de direita, o outro de esquerda. Encontros, desencontros e uma trilha sonora que emocionou o Brasil. Esta é a história de Luiz Gonzaga e Gonzaguinha, e de um amor que venceu o medo e o preconceito e resistiu à distância e ao esquecimento.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Luiz Gonzaga será enredo na Sapucaí e tema de filme em 2012

O colunista Ancelmo Góes, do jornal O Globo, deu a notícia hoje (23/06) de que nosso amado Luiz Gonzaga será homenageado pela escola de samba Unidos da Tijuca no carnaval de 2012, no Rio de Janeiro. O enredo da escola ainda está sendo criado e deve ser divulgado nos próximos dias.

Lembrando que no dia 13 de dezembro de 2012 o Rei do Baião completaria 100 anos e, provavelmente, haverá várias homenagens a ele.

Outra referência mais que esperada a Gonzagão é o filme "Gonzagas", que será dirigido por Bruno Silveira, responsável pelo sucesso de "Dois Filhos de Francisco". Ele já fez toda a pesquisa e, até onde eu sei, estava à procura de atores parecidos com Luiz Gonzaga e seu filho, Gonzaguinha, para interpretá-los no cinema. Se tudo der certo, o filme sai em 2012 também.

Portanto, forrozeiros, preparem-se para ajudar a divulgar esses projetos e criar outros sobre nosso querido rei, que merece ser reverenciado pelo povo brasileiro de todas as gerações!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Espaço para bandas tocarem nas festas juninas

Estamos no fim de maio e já consigo sentir um cheirinho de canjica, pipoca, quentão e milho verde no ar. O período mais nordestino do ano está chegando e é nessa época também que os brasileiros costumam se lembrar de que o forró existe (isso quando lembram).

Justamente nesse período junino costumo receber vários e-mails e telefonemas de gente de todo o país pedindo contatos de bandas e trios para tocar nas festas. Este ano vou facilitar o trabalho de vocês, mas peço que facilitem o meu.

A partir de agora vou criar um banco de dados com grupos forrozeiros de todo o Brasil. Não vai ser fácil nem vai dar para falar de todos. Mas vou tentar. Na aba acima chamada "bandas" vou listar os contatos dos grupos de todo o país. Infelizmente não conseguirei fazer comentários sobre todos, logo, não farei de nenhum.

Será um serviço simples: nome do grupo e dos integrantes (especificando quem toca o quê), cidade, telefone, e-mail e site para contato.

Peço então que as bandas e os trios interessados em terem seus dados divulgados me mandem por e-mail (adricaitano@gmail.com) com o assunto "Banda - Por Amor ao Forró". Não precisa mandar música, foto ou release porque, como já disse, não vou conseguir, por enquanto, dar muito espaço a todos.

Espero conseguir ajudar os trios e as pessoas que precisam deles pelo menos um pouquinho... Os dados vão permanecer aí o ano inteiro e vou atualizando quando alguém me avisar, ok?
Divulguem. Beijos

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Documentário sobre Dominguinhos começa a ser rodado

A novidade mesmo da reportagem está no último parágrafo: o filme começou a ser gravado e deve ser lançado em 2012!


Dominguinhos ganhará documentário
Por Patrícia Colombo (site da revista Rolling Stone - 23/04)

Mestre da sanfona terá longa-metragem a seu respeito, elaborado por Mariana Aydar, Duani e Eduardo Nazarian; Dominguinhos, Volta e Meia será lançado em 2012

A cantora Mariana Aydar, o músico Duani e o compositor Eduardo Nazarian estão preparando um documentário sobre Dominguinhos, intitulado Dominguinhos, Volta e Meia.

Dirigido por Felipe Briso, o filme apresentará a trajetória deste que é um dos maiores nomes da música nacional, contando com entrevistas e encontros musicais com diversas pessoas que foram importantes na vida do artista. "Estamos fazendo o máximo para que seja um documentário à altura dele", disse Mariana, à Rolling Stone Brasil. "Queremos mostrar a universalidade do Dominguinhos, que apesar de ser esse cara regional, está em todo lugar. Uma pessoa que nunca abandonou a sanfona, nunca abandonou o forró, nem a devoção por Luiz Gonzaga."

De acordo com comunicado oficial, o primeiro da série de encontros aconteceu nesta semana, com João Donato. Dominguinhos e ele tocaram "Plantio do Amor" (Dominguinhos) e "Minha Saudade" (João Donato), que contaram com arranjos especiais. "'Plantio do Amor' aparece com arranjo que a aproxima da sonoridade dos anos 60, do Beco das Garrafas, que remete aos trios de sambajazz. Já em 'Minha Saudade', a sanfona de Dominguinhos confere um gosto inusitado ao que seria um tema de bossa nova", explicou Nazarian, por meio de texto enviado à imprensa. Hermeto Pascoal, Lenine, Gilberto Gil e Elba Ramalho também participarão do documentário.

A equipe começou a trabalhar no projeto há quatro anos, mas só agora conseguiu a verba necessária para a realização, por meio do Edital Nacional Natura Musical. A produção fica a cargo da bigBonsai e o filme deve ser lançado no primeiro semestre de 2012.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Chico César causa polêmica ao criticar “forró de plástico”*

por Fernanda Fahel


O músico Chico César causou grande polêmica ao fazer um comentário sobre os artistas de sucesso participantes do “Maior São João do Mundo”, em Campina Grande, na Paraíba. Atual secretário estadual de Cultura daquele estado, o artista afirmou que o governo não apoiaria a presença de “bandas de forró de plástico” no evento junino. Por meio do termo, Chico se referia a bandas como Aviões do Forró e Magníficos, que são sucesso de vendas e lotam os shows.

O músico sofreu diversas críticas pela declaração, inclusive do secretário de Desenvolvimento Econômico de Campina Grande, Gilson Lira, mas manteve sua opinião. Em nota oficial à imprensa, Chico César defendeu que o Governo precisa valorizar os artistas menos populares. "Não faz muito tempo vaiaram Sivuca em festa junina paga com dinheiro público aqui na Paraíba porque ele, já velhinho, tocava sanfona em vez de teclado e não tinha moças seminuas dançando em seu palco", escreveu o músico e secretário.

Por conta da polêmica, o artista foi parar dos Treding Topics brasileiro do Twitter. Leia a íntegra da nota de Chico César:

"Tem sido destorcida a minha declaração, como secretário de Cultura, de que o Estado não vai contratar nem pagar grupos musicais e artistas cujos estilos nada têm a ver com a herança da tradição musical nordestina, cujo ápice se dá no período junino. Não vai mesmo. Mas nunca nos passou pela cabeça proibir ou sugerir a proibição de quaisquer tendências. Quem quiser tê-los que os pague, apenas isso. O Estado encontra-se falto de recursos e já terá inegáveis dificuldades para pactuar inclusive com aqueles municípios que buscarem o resgate desta tradição.

São muitas as distorções, admitamos. Não faz muito tempo vaiaram Sivuca em festa junina paga com dinheiro público aqui na Paraíba porque ele, já velhinho, tocava sanfona em vez de teclado e não tinha moças seminuas dançando em seu palco. Vaias também recebeu Geraldo Azevedo porque ele cantava Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro em festa junina financiada pelo governo aqui na Paraíba, enquanto o público, esperando a dupla sertaneja, gritava 'Zezé cadê você? Eu vim aqui só pra te ver'.

Intolerância é excluir da programação do rádio paraibano (concessão pública) durante o ano inteiro, artistas como Parrá, Baixinho do Pandeiro, Cátia de França, Zabé da Loca, Escurinho, Beto Brito, Dejinha de Monteiro, Livardo Alves, Pinto do Acordeon, Mestre Fuba, Vital Farias, Biliu de Campina, Fuba de Taperoá, Sandra Belê e excluí-los de novo na hora em que se deve celebrar a música regional e a cultura popular."

(notícia retirada do site Bahia Notícias)