sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Dia Nacional do Forró comemorado em grande estilo em Brasília




Brasília terá um fim de semana inteiro de homenagem a Luiz Gonzaga no Dia Nacional do Forró, 13 de dezembro


Esta história imagino que todo forrozeiro saiba. Mas preciso reforçar:

No dia 13 de dezembro, o Brasil comemora o Dia Nacional do Forró, data de nascimento de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. O velho Lua, como também era conhecido, nasceu em Exu – Pernambuco, no dia 13 de dezembro de 1912. Quando era criança, aprendeu os primeiros acordes de sanfona oito baixos com o pai, Seu Januáiro. Mais tarde, Gonzagão foi o responsável por difundir ritmos nordestinos pelo Brasil e criar outros. Graças a ele, hoje o forró é conhecido em todo o mundo. Mesmo após sua morte, em 1989, jovens brasileiros continuaram a seguir o legado deixado pelo rei. Com isso, surgiu o movimento pé-de-serra e bandas que resgatam as raízes do gênero.
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Bem, ao que tudo indica, Brasília terá, pelo menos, dois dias de bons eventos em homenagem ao aniversário do velho Lua neste ano. O primeiro, ainda não 100% confirmado (por problemas técnicos e burocráticos), é o show do Santanna, o Cantador (saiba mais sobre ele aqui. Se tudo der certo, será no Arena, dia 12, sábado, às 21h (prometo que confirmo a vocês até domingo).

O segundo é uma boa novidade. Um dia inteiro de forró na Esplanada dos Ministérios, de graça! É o projeto Forró Bodó. Em julho, fui procurada pela produtora desse evento, uma pernambucana muito gente fina que queria fazer uma grande homenagem a Luiz Gonzaga no dia do aniversário dele. Me pediu indicação de trios, sugestões, disse que queria somente forró pé-de-serra de verdade. Fiz tudo o que pude, emprestei DVDs, CDs e tudo o mais. Agora, enfim, ela me passou a programação definitiva do projeto, com escolhas baseadas na pesquisa que ela fez por aí...

Abaixo, release feito pela assessoria do evento:

Um dia inteiro em homenagem ao Forró
Projeto comemora o Dia Nacional do Forró (13 de dezembro) com show de Elba Ramalho e mais oito atrações. A entrada é gratuita


O Projeto FORRÓ BODÓ traz uma série de apresentações em comemoração ao Dia Nacional do Forró, data festiva criada em homenagem ao rei do baião Luiz Gonzaga, dia 13 de dezembro, a partir das 9h. Brasília será palco de um grande evento que homenageará Luiz Gonzaga, com apresentação de trios de forró e grande show com Elba Ramalho, na Esplanada dos Ministérios. A estrutura conta ainda com praça de alimentação com comidas típicas nordestinas.

A festa terá a participação dos característicos trios de forró, casais de dançarinos, a sonoridade candanga da banda Pé de Cerrado, Marcos Farias, Caranova e muito mais em um dia inteiro de forró. E para finalizar, Elba Ramalho, completando 30 anos de carreira e celebrando mais de 6 milhões de discos vendidos.
13 de dezembro: A data é em homenagem a Luiz Gonzaga, por isso foi escolhido o dia de seu nascimento. Foi instituído pela Lei nº 11.176, sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em 6 de setembro de 2005.

Atrações:
- Palco principal
*Elba Ramalho e Cezinha do Acordeom
*Pé de Cerrado
*Marcos Farias (filho da Marinês e do Abdias, afilhado do Gonzagão)

- Palco dos trios (todos que vivem em Brasília)
*Caranova
*Nivaldo do Acordeom
*Os Brasas do Nordeste
*Os Cobras do Baião
*Paulinho do Forró
*Trio do Nordeste

Serviço
Forró Bodó - Trios de forró e show com Elba Ramalho
Local: Esplanada dos Ministérios
Horários:
A partir de 9h - Trios de forró se revezando em dois palcos + Praça de alimentação com comidas típicas nordestinas
A partir de 17h – Shows com Pé de Cerrado, Marcos Farias e Elba Ramalho
Entrada gratuita
Livre para todos os públicos
Informações: (61) 3032 4635


SERVIÇO DO SHOW do Santanna (a confirmar):
Comemoração ao Dia Nacional do Forró - show com Santanna, o Cantador
Data: 12 de dezembro, sábado
Horário: A partir de 22h
Local: Arena Futebol Clube (Setor de Clubes Sul, trecho 3, em frente à AABB)
Ingressos: R$ 20
Classificação Indicativa: 18 anos
Informações: 9982-0123 ou www.arenadoforro.com.br

Reveillón em Itaúnas!

Pode parecer que está longe, mas falta menos de um mês para o fim de 2009. E tradicionalmente muitos forrozeiros passam a virada naquele que ainda é o grande paraíso do forró: Itaúnas.
Acho que não é preciso explicar muito sobre a pequena vila do Espírito Santo que é ponto de encontro entre amantes do bom e velho pé-de-serra há um bom tempo. Basta ver que a maioria das histórias contadas nos comentários do post "Como o forró surgiu na sua vida?" faz referência a Itaúnas como o marco inicial dessa história de amor que envolve a todos nós. Mas quem não conhece a vila ainda pode ler bastante a respeito em um texto que postei em julho. Leia aqui.

Bem, como de costume, tem excursão saindo de Brasília, organizada pelo Rogerinho do Raízes do Sertão, junto com um pessoal de BH. As informações básicas são as seguintes:

Saída 27/12, às 9h // retorno 03/01, às 10h
Os preços variam entre R$ 675 e R$ 777, dependendo da pousada e da forma de pagamento. Todos os pacotes incluem café-da-manhã, almoço, um churrasco na pousada e transporte em ônibus de luxo.

Mais detalhes com o Rogerinho: 61 9553 4886 / 61 3359 4522 ou eleganceheventos@hotmail.com
ou ainda no site Viaje para Itaúnas

Boa viagem a quem for!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Por Amor ao Forró concorre a Festival do Iesb!

CORREÇÃO: O HORÁRIO CORRETO DA APRESENTAÇÃO DO FILME É 16H, NÃO 19H.
NO MESMO LOCAL.
ABRAÇOS!!

Olha que bacana: no dia em que a apresentação do filme Por Amor ao Forró completou um ano (ontem, dia 2) recebi uma boa notícia. Ele foi selecionado para competir no Festival de Cinema Universitário do Iesb, que começou nesta semana.

Portanto, se houver alguém que ainda não conseguiu assistir ao filme feito por mim e pelo Galton Sé no ano passado, como projeto final do curso de Jornalismo, terá a chance de ver uma versão um pouco reduzida no Cinema do IESB - 613 sul, neste sábado, às 16h.
Confiram a programação completa no site do Iesb .

Com ou sem polêmica, só de poder mostrá-lo mais uma vez a um grande público estamos bem felizes.

domingo, 29 de novembro de 2009

E eu com isso?

Peço licença para falar rapidamente de um assunto que pode não ter nada a ver com forró, mas tem a ver com Brasília:

Muita gente não percebeu, mas, desde sexta-feira, paira no céu brasiliense uma nuvem negra de incertezas, dúvidas, denúncias e intrigas. Não sei quem está certo ou errado, não quero fazer juízo de valor nem levantar bandeiras. Mas é preciso que todos que vivem nesta cidade ou aqueles que se importam de alguma forma com o futuro do país prestem bastante atenção no que está acontecendo na capital.

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta uma operação chamada Caixa de Pandora, que investiga um suposto esquema de distribuição irregular de recursos do Governo do Distrito Federal a deputados e aliados políticos. Não caiam na roubada de pensar "não tenho nada com isso", nem saiam apontando o dedo sem entender do que se trata. Informem-se sobre o assunto nos sites, na tv, no rádio, nos jornais, e tirem suas próprias conclusões (sugiro pelo menos o site do IG, o Blog da Paola e a Agência Brasil).

Da minha parte, peço apenas que leiam a crônica da jornalista Conceição de Freitas que saiu hoje no Correio Braziliense. Sem citar nomes, ela nos lembra o quanto o poder na mão de um homem, qualquer um, de qualquer partido, pode ser perigoso. Vale a pena refletir:

Invadindo consciências

Por Conceição Freitas
conceicaofreitas.df@dabr.com.br

O anjo obsessivo e sábio cantou a pedra desde o começo: Em Brasília, não há inocentes. Somos todos cúmplices, citação de Nelson Rodrigues que já repeti neste pé de página uma meia dúzia de vezes. Não houve melhor definição do que é a Brasília capital do poder.

Delfim Neto disse a mesma coisa de outro modo, em depoimento a Ronaldo Costa Couto, no Brasília Kubitschek de Oliveira, também aqui reproduzido em outras ocasiões: “Brasília virou uma corte. Brasília é um a sociedade endogâmica, que casa entre si os seus filhos. Vai ser muito difícil arejá-la, porque todo mundo é parente. Eu aprendi: aqui, em nenhuma mesa de almoço ou jantar você pode falar mal de alguém. Sempre que você está conversando com um sujeito, ele é um primo, um irmão, um sobrinho, um cunhado, um amigo da amante de alguém…”

Brasília é um ovo. O poder concentrado entre dois eixos cruzados em cruz e abraçados por um lago artificial, afastado do restante do país por léguas e légu as de cerrado, facilitou as tramóias, deu passe livre para a corrupção.

Vivemos em casas geminadas com o poder. Tão próximo, tão sedutor, tão irresistível, o poder transborda os seus limites e vai invadindo consciências, alterando valores, iludindo os bem intencionados, pavoneando todos os que não se contentam com nada que não seja tudo. O poder está à mão, ao telefone, o poder está na casa do vizinho, nas festas megalomaníacas, nas facilidades oferecidas com um sorriso cordial, na tro ca de favores que põe todos na roda.

Doce ingenuidade a de Juscelino, Sayão, Lucio e Oscar. Juntaram os brasileiros num só território, entremearam a Nação a partir de seu ponto mais central, mas inventaram uma cidade administrativa que isolou o poder — esse instrumento que precisa ser vigiado ininterruptamente. O melhor dos homens piora quando ganha poder. É preciso ter domínio sobre as próprias fraquezas para ser poderoso sem se perder no poder.

Brasília foi construída na lâm ina cortante das contradições. Ela existe porque o Estado assim o quis, mas nasceu do desejo de mudar as relações sociais. De aproximar ricos e pobres, de dar aos dois as mesmas condições de vida na cidade.

Nasceu para ser exclusivamente a sede do poder federal, espécie de cidade proibida. Ilhada em imensos vazios, virou-se contra os ideais que a fundaram. Terra de ninguém, lugar de forasteiros, Brasília passou a ser, desde o começo, o território de quem quer se dar bem. À exceção da meia dúzia de idealistas que veio para a invenção de Juscelino apostando num projeto de mudança de mundo, toda a gente que aqui aportou veio em busca de prosperidade. Bastante legítimo, mas a cidade isolada era (e continua sendo) perigosamente permissiva.

Em Brasília, todos somos cúmplices. O caldo sedutor do poder avança pelas frestas das consciências, atordoa princípios, estimula ambições, deteriora princípios. Transforma todos em iguais, iguala todos por baixo. Não é fácil escapar dessa trama."

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Trio Juazeiro nesta quinta é imperdível!!!

Tô sem tempo, mas preciso registrar uma coisa importante:
Não percam o Trio Juazeiro no Arena nesta quinta-feira. É o trio mais antigo com a mesma formação do país!
Apesar de velhinhos, eles são superanimados e só têm pedrada!
Vale muito a pena!!!
tá dado o recado!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

2º Festival de Forró de Ilha Grande - tem excursão de Brasília

Sei que demorei para dar detalhes sobre o 2º Festival de Forró de Ilha Grande. Mas trago informações quentinhas e completas para todo mundo que quer passar 5 dias no novo paraíso do forró brasileiro.

Começo desta vez pelas atrações. De acordo com a organização do evento, apesar de não estar ainda no site, está confirmada a presença de Elba Ramalho e Cezinha do Acordeon no festival. Além deles, estarão também:
Flávio José
Trio Araripe
Trio Forrozão
Mestre Zinho
Duani
Filhos do Nordeste
Trio Nordestino
Trio Juazeiro
Trio Xamego
Forró Comichão
Trio Rapacuia
Trio Candieiro
DJs - Xeleléu e Edna Carvalho

Mas, como o festival é competitivo, haverá muitas outras bandas por lá... Quem quiser acompanhar a programação, inscrever um trio ou uma banda, ver fotos e ficar com muita vontade de ir, acesse o site www.forronailhagrande.com.br


Só pra dar mais água na boca:

Ilha Grande faz parte do município de Angra dos Reis (outro paraíso) e é a maior ilha do litoral sul do Rio de Janeiro (tem o mesmo tamanho de Aruba, no Caribe). Comporta uma pequena cidade que tem dois shoppings - um é comercial e outro com marina para veleiros, barcos e lanchas. Da natureza nem é preciso falar, só vendo as fotos (praia, trilhas, muito verde...).

O povo do local nutria uma paixão pelo forró e tinha duas casas destinadas a esse ritmo, mas parece que isso está um pouco esquecido. O objetivo do festival é exatamente alavancar o forró de novo por lá. A primeira edição foi em 2008 e revelou talentos como Trio Rapacuia, Trio Candieiro e Mariana Mello. Todo mundo que foi adorou (eu não pude ir, mas neste ano não perco por nada).

E tem mais. O filme POR AMOR AO FORRÓ será exibido no festival!!

E é claro que Brasília vai levar excursão mais uma vez. No ano passado, a Rootstur levou um ônibus e a galera ainda conquistou o título de caravana mais animada.
Em 2009, vamos ao bicampeonato!

Então, nada de perder tempo: forró + praia + verão + férias = fechar 2009 com chave de ouro!!!

Informações Rootstur -
Excursão para o 2º Festival Nacional de Forró de Ilha Grande (RJ)
16 a 20 de dezembro

Está incluso no pacote: Transporte em onibus Semi-Leito DD, Hospedagem, Traslado angra-ilha-angra, ingressos para o festival e passeio de lancha*.

Saída: 15/12 Terça-Feira
Embarque às 14h/ saída às 15h

Retorno: 20/12 Domingo
Embarque às 13h
Chegada em brasília 21/12(segunda-feira), 10h


Onibus Double Decker - Semi Leito (o mesmo onibus de Itaúnas)
Detalhes:
http://www.rapidogirassol.com.br/

Translado Angra dos Reis - Ilha Grande
Detalhes:
http://www.ilhagrande.org/Catamara-Ilha-Grande

Opções de Hospedagem:

Camping:
Total: 570,00 à vista (até 15/nov)
600,00 (3 x 200,00 - out/nov/dez)

Detalhes do Camping (Localização, estrutura, serviços):
http://ilhagrande.org/cantinhodailha


Pousadas

Alfa:
São 7 Apt de Casal:
Total: 680,00 à vista (até 15/nov)
705,00 ( 3 x 235,00 - out/nov/dez)

São 8 Apt Triplos:
Total: 640,00 à vista (até 15/nov)
660,00 por pax (3 x 220,00 - out/nov/dez)

Detalhes da Pousada (Localização, quartos, serviços etc):
http://ilhagrande.org/alfa

MAR AZUL:

3 Apt de Casal:
Total: 760,00 à vista
780,00 (3x 260,00 - out/nov/dez)

1 Apt Triplo:
Total: 708,00 à vista
735,00 (3x 245,00 - out/nov/dez)

Detalhes da Pousada(Localização, quartos, serviços etc):
http://ilhagrande.org/marazul

Passeio de Lancha* :
A Rootstur está organizando um passeio para conhecer toda a ilha, com uma lancha rápida, o passeio começa às 9h e termina às 17h30, passando pelas melhores praias, são 10 pessoas na lancha, quem tiver interesse, pode imbutir o valor do passeio no pacote da excursão, 180 reais ( 3 x 60,00 out/nov/dez).
Obs: Apenas 10 Vagas!!!!

Existem outros passeios de barco/scuna que você conhece em média 4/5 praias e demora muito esse translado, e os preços variam de R$ 40,00 a R$ 65,00, dependendo do percurso escolhido.

Mais informações sobre passeios:
http://www.ilhagrande.org/Barcos-Passeio

Contato: Cristiane - (61) 9289-6243 / Laylson - (61) 8152-5636
Msn: roots.tur@hotmail.com / skype: roots.tur

Forró tipo exportação - Cacai e gupo na África e na França

Nesta semana, quatro músicos conhecidos de Brasília e dos forrozeiros embarcam para uma pequena turnê internacional bem importante. Cacai Nunes (violão), Juninho Ferreira(sanfona), George Lacerda (percussão e voz) e Vavá Afiouni (baixo) foram convidados pelo Itamaraty para apresentações na África e na França.

Só pra refrescar a memória de alguns, o Cacai é também DJ de forró pé-de-serra de vinil, um dos maiores colecionadores de discos antigos de música nordestina do país. Durante mais de 3 anos ele comandou o Forró Lorota Boa, no Calaf. Fez parte também da Banda Lorota Boa, que tocava toda quarta no forró de mesmo nome. OGeorge Lacerda era o vocalista do grupo e o Vavá fazia parte também. O Juninho praticamente dispensa apresentações. Sanfoneiro e vocalista do Trio Balanceado (que, digamos, está de férias, por enquanto), terceiro colocado no Festival de Itaúnas em 2008, hoje ele toca vários estilos com vários grupos.

O show do quarteto na mini turnê terá dois formatos diferentes. No primeiro, todo instrumental, eles mostrarão músicas lançadas no Cd do Cacai O Avesso, de 2006, choros de Chiquinha Gonzaga e Jacob do Bandolim e baiões de Dominguinhos, Oswaldinho do Acordeon e Hermeto Pascoal. No segundo, o percussionista George Lacerda assume
os vocais e o grupo apresentará um repertório de forró pé-de-serra, com músicas
de Luiz Gonzaga, Marinês e Jackson do Pandeiro.

A agenda deles lá é:
27 e 28 de novembro – Feira Internacional de Bamako – Bamako, Mali

30 de novembro – Maison du Brésil - Paris, França - http://www.maisondubresil.org/

01 de dezembro – Favela Chic Paris - Paris, França - http://www.favelachic.com/paris/

Só nos resta desejar boa sorte e boa viagem ao grupo!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Forrozeiro no Festival de Cinema de Brasília

Quem pensa que forrozeiro só quer saber de forró, está um pouco enganado. Forrozeiros são também advogados, enfermeiros, médicos, estudantes, jornalistas e até cineastas. É o caso do amigo e exímio dançarino Bruno Torres. quem costuma ler o caderno de Cultura do Correio Braziliense já deve ter reparado que ele é figurinha fácil por lá. Tem gente que o encontra no forró, quase disfarçado, e nem sabe que ele é super vip no mundo cult da cidade e do país.

Prova disso é que o Bruno participa duplamente do Festival de Cinema de Brasília de 2009, um dos mais importantes do Brasil. Do filme "A Noite por Testemunha", ele é diretor, produtor e roteirista. O curta é uma livre adaptação do episódio que chocou o país em abril de 1997, quando jovens da capital atearam fogo em um índio que dormia em uma parada de ônibus. No longa "O Homem Mau Dorme Bem", Bruno é ator; o diretor é Geraldo Moraes. Os dois filmes estão competindo a prêmios no festival. Quem quiser ver os traillers, acesse o site da produtora da qual ele faz parte.

O curta "A Noite por Testemunha" passa no domingo, dia 22, às 20h30 e às 23h30, no Cine Brasília, na segunda, dia 23, às 18h e às 20h30, no CCBB, e na terça, às 19h e às 21h30, no Cinemark Pier 21.
O filme "O Homem Mau Dorme Bem", passa no sábado, dia 21 de novembro, às 20h30, no Cine Brasília, no domingo, às 18h e às 20h30 no CCBB, na segunda, às 19h e às 21h30, no Cinemark Pier 21.

Para ver a programação completa do festival, entre no site do festival.

Vamos torcer pelo nosso amigo e companheiro de forró?

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Programação da semana

Pra ficar o registro:
nesta quinta-feira tem Trio marrom no Arena
Sexta tem Forrobodó e Trio lampião no Ispilicute
Domingo, Forró Lunar no Caribeño

depois explico direito....

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Como o forró surgiu na sua vida?

Queridos 43 seguidores e prováveis leitores,
desculpem-me pelo sumiço, prometo que vou voltar a postar com mais frequência em breve.

A ideia do post de hoje surgiu durante o show do Dominguinhos no dia 7 de novembro no Arena. Eu estava esperando o show começar, lá pertinho do palco e ouvi uma conversa atrás de mim entre forrozeiros, como boa jornalista curiosa. A única frase que ouvi com clareza chegou a mim como uma daquelas lâmpadas que aparecem nos personagens de desenho animado quando eles têm alguma ideia. "Você já parou para pensar como o forró surgiu na sua vida?", questionou aos colegas a forrozeira Amanda Vasconcelos. Eu me virei, perguntei o nome dela e disse que aquilo ia parar no blog. Acho que ela não entendeu muito bem, mas deixou eu usar a frase, desde que citada a fonte.

Então, caros leitores, resolvi curiar a vida de vocês. Quero saber como o forró surgiu na sua vida. Para incentivar a participação de todos, começo dando o exemplo e, de forma beeeem resumida, conto minha história.

Ouvia Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Alceu Valença e Elba Ramalho desde pequena em casa. Tive o CD do Falamansa e do Rastapé. Mas virei forrozeira mesmo só em julho de 2007. No início do ano, depois de meses dançando salsa, resolvi fazer aula de forró na UnB. Aprendi uns passinhos básicos e comecei a querer mais. Fui mais vezes ao forró, comecei a baixar músicas, enfim. Um dia, fuçando no orkut, descobri que existia um tal de Festival de Forró de Itaúnas. Um lugar bonito, na beira da praia, onde haveria um monte de gente que gostava de forró. Resolvi arriscar, literalmente. Sem conhecer uma só pessoa da excursão, paguei pra ver, mesmo sozinha e morrendo de vergonha. No ônibus, a caminho do paraíso, colocaram uma gravação velhíssima da Marinês cantando "Desabafo". Vi que eu era um peixe fora d'água porque nunca tinha ouvido aquilo, enquanto todo mundo cantava junto. Achei lindo aqueles jovens curtindo uma coisa tão antiga e simples. Considero que, a partir daquele momento, passei a ser oficialmente uma forrozeira! o resto é história, muita história. E, por acaso ou não, a música "Desabafo", gravada pela Marinês, é o toque do meu celular hoje...

Agora é com vocês. Coloquem suas histórias nos comentários!