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terça-feira, 28 de julho de 2009

Informações sobre as mudanças no Meketréfe!

Pessoal, agora é oficial. Eu soube das mudanças no Meketréfe há quase um mês e não falei nada aqui porque esperava um comunicado mais consistente dos próprios meninos: Para quem não sabe ainda, o Diego, que era vocalista e zabumbeiro do grupo, não é mais.

Mas o Meketréfe não acabou. O Felipinho gravou um depoimento no dia 20 de julho explicando tudo e os meninos me pediram para indicar o vídeo a vocês para tirarem todas as dúvidas. "Agora que é o momento de vocês darem apoio pra gente", diz o Felipinho. "O Meketréfe não acabou, agora que está começando".

Ele fala do que faz o grupo se sentir bem, que é o apoio do público, a força, a animação. Então é isso que temos que dar a eles. O grupo está à procura de um vocalista que tenha o perfil deles. "A gente pede que, quando a gente estiver com o vocalista novo, vocês deem opinião, mas fiquem junto com a gente", comenta o sanfoneiro no vídeo. "A gente ainda tem muito pra mostrar pra vocês, em breve estaremos de volta".

Assistam ao vídeo, emocionem-se, como aconteceu comigo, e deem aquela força para os meninos porque eles merecem. Thiaguinho, Felipinho e Dilu, estamos com vocês e ansiosos pelo retorno do Meketréfe!

Diego, força na nova vida que você escolheu!

VEJA O VÍDEO AQUI
http://www.youtube.com/watch?v=r3wQUk7QQzc

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Encontro de vencedores e lançamento de CD no Arena do Forró

ATENÇÃO: QUEM PAGAR PARA ENTRAR NO ARENA NESTA QUINTA, GANHA O CD DO MEKETRÉFE!

Nesta quinta-feira (16/04), o forró do Arena vai ser dominado por dois jovens grupos que têm em comum o primeiro lugar no Festival Nacional de Forró de Itaúnas – em anos diferentes. O grupo Meketréfe e o Trio Dona Flor, ambos de São Paulo, são considerados destaques da nova geração do forró pé-de-serra no Sudeste brasileiro. O primeiro é formado por quatro rapazes cheios de animação que vêm a Brasília lançar o primeiro CD Ao Vivo. O segundo, formado só por meninas, se prepara para uma turnê na Europa, em maio.

Tanto o Meketréfe como o Trio Dona Flor conhecem bem as consequências de uma vitória em Itaúnas. Desde que venceram o festival – os meninos em 2007 e as meninas em 2008 -, a agenda de ambos vive lotada, com shows em quase todos os estados do país. Ambos já foram destacados em programas na TV Cultura e no filme Por Amor Forró (Adriana Caitano e Galton Sé – 2008) como referências do novo movimento pé-de-serra, que cresce principalmente entre jovens do Centro-Sul do país.

O talento em comum os tornou parceiros e, há alguns meses, Meketréfe, Trio Dona Flor e Trio Juriti (SE) – outro trio de destaque da nova geração - participam de um projeto em que dividem o palco em algumas ocasiões. Em Brasília, a participação será em etapas: o Trio Juriti aparece na cidade somente no próximo dia 23 de abril.

Saiba mais sobre cada grupo:

Meketréfe (SP): Ousadia no nome e na mistura irreverente do forró com o cavaquinho

Segundo o dicionário Houaiss, mequetrefe é um indivíduo intrometido, de caráter duvidoso, sem importância. Há quem diga também que seja uma gíria utilizada nos anos 30 pelos que dançavam tango. No dito popular, a palavra também se refere a alguém sem vergonha, safado, malandro, que sabe tirar proveito das coisas. Mas para quatro jovens de Campinas – SP o termo tem outro significado. Quer dizer sucesso, simpatia, alegria e animação.

Em 2006, Felipe Costa (Felipinho), Diego Oliveira e Diego Luis (Dilu) reuniram-se para tocar um ritmo que não estava tão presente na mídia. Ao contrário da maioria dos jovens de classe média da faixa etária deles – 23 anos -, que montam bandas de rock ao estilo Beatles, os três meninos de Campinas decidiram tocar forró pé-de-serra. No lugar de Kurt Cobain, Renato Russo ou Rolling Stones, os ídolos deles eram Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e Dominguinhos. Quando perceberam o gosto comum, os amigos criaram o Meketréfe. "Meketréfe é o nosso jeito de ser, todo mundo tem um pouco de mequetrefe dentro de si. É um jeito espontâneo, alegre, meio malandro de ser feliz", conta Felipinho.

Pouco depois, Thiago dos Santos incorporou-se ao grupo. A nova formação permitiu uma mistura na qual, enquanto a sanfona de Felipinho, a zabumba de Diego e o triângulo de Dilu remontam ao autêntico forró pé-de-serra, o cavaco de Thiaguinho dá o tom de samba ao inconfundível som dos mequetrefes paulistas. Não foi à toa que, em julho de 2007, eles foram os vencedores do 7º Festival Nacional de Forró de Itaúnas (Fenfit), o maior do país nesse estilo. "Às vezes a energia e a alegria em um palco valem muito e temos certeza que as pessoas sentem, porque música não é só tocar e sim sentir", acredita o jovem sanfoneiro.

No figurino, nas letras, nas apresentações, costumam exprimir o modo mequetrefe de ser, aquele jeitinho malandro que todo cidadão brasileiro carrega com muita honestidade. Eles explicam o que é ser mequetrefe na canção de forró sambado "Tô de Brincadeira", composta por Thiaguinho, logo após a vitória no festival de Itaúnas. O sucesso está no primeiro CD – gravado ao vivo em Campinas e que acaba de ficar pronto. O lançamento oficial em Brasília é nesta quinta-feira, no Arena Futebol Clube.


Trio Dona Flor: energia feminina fazendo forró pesado

Quem diz que forró é coisa de cabra macho não conheceu o talento de divas do ritmo, como Carmélia Alves, a rainha do baião, e Marinês, a rainha do xaxado. Inspiradas nelas, duas jovens de Minas Gerais e uma de São Paulo resolveram unir-se há um ano para mostrar que, mesmo com toda a delicadeza feminina, três mulheres juntas também podem fazer muito forró pesado. É nesse clima desafiador que o Trio Dona Flor volta a Brasília.

O Trio Dona Flor surgiu de uma amizade, em janeiro de 2008, na vila de Itaúnas – Espírito Santo. No lugar conhecido como o paraíso dos forrozeiros, a trianglista Carol Bahiense e a sanfoneira Cimara Fróis estavam com um grupo de Belo Horizonte e a zabumbeira Talita del Collado estava com uma banda de São Paulo. As três ficaram muito amigas e começaram a tocar juntas informalmente. O entrosamento foi tanto que elas resolveram trocar os grupos de origem por um novo.

Como não moravam todas na mesma cidade, as meninas passaram um tempo ensaiando à distância, virtualmente. Mas mesmo com poucos encontros, a amizade e a harmonia do trio foram fortalecidas e em abril o grupo chegou a participar do Festival Rootstock 2008, em São Paulo. Em julho do mesmo ano, o destino levou novamente Cimara, Carol e Talita para o lugar onde tudo começou. No paraíso dos forrozeiros, surpreendendo muita gente, o Trio Dona Flor foi o vencedor do Festival de Forró de Itaúnas, considerado o maior desse estilo no país.

Desde então, a vida das meninas mudou. A agenda está sempre lotada e elas viajam quase todo o Centro-Sul do país para apresentações – de segunda a segunda. Cimara, 23 anos, mudou-se para São Paulo e teve que trancar o curso de Letras que fazia na UFMG. Carol, 25 anos, também seguiu a mudança, já com o diploma do curso de Teatro nas mãos. Talita, 20 anos, tenta conciliar os shows com a faculdade de Música. Em maio de 2009, elas partem para uma turnê internacional, na Europa, com apresentações marcadas em grandes centros culturais, como Madrid, Lisboa, Barcelona e Londres.

Por ser um trio só de meninas, há quem espere que o show do Dona Flor seja só romântico e feminino. Mas as flores dispensam os rótulos. “Eu acho que energia feminina a gente já tem muita porque ela vai sempre existir, então, o que a gente tenta buscar é levar para o palco uma energia masculina também, nossa intenção é fazer forró pesado!”, ressalta a trianglista Carol Bahiense. No repertório, clássicos do forró pé-de-serra, canções de autoria própria, como “Forró Floreado”, e muitas surpresas, como a cômica interpretação de “A Velha Debaixo da Cama”, gravada pelo Trapalhões em 1981.

Serviço:

Lançamento do CD Ao Vivo do Meketréfe (SP), ao lado do Trio Dona Flor (SP) – forró pé-de-serra

Dia: Quinta-feira (16/04)

Local: Arena do Forró – Arena Futebol Clube – Setor de Clubes Sul, trecho 3

Horário: A partir de 21h

Entrada: R$ 15 - grátis um CD do Meketréfe!

Classificação Indicativa: 18 anos

Informações: 9982-0123 ou www.arenadoforro.com.br

terça-feira, 7 de abril de 2009

Façuá, Meketréfe e Alvorada tentando espaço na mídia...

Há pouco tempo falei de uma música muito interessante do Trio Façuá – Forró dos Sonhos – que fala do possível encontro em um forró no céu entre Luiz Gonzaga, Marinês, Jackson do Pandeiro e outros mitos do pé-de-serra que já se foram. Coloquei aqui a letra e o link do vídeo.

Bom, tenho três coisas boas para falar deles. A primeira é que a Ivy, que da última vez que esteve aqui estava grávida, acabou de ter neném. A segunda é que eles estarão aqui em Brasília no próximo dia 17, no Ispilicute, ao lado do Trio Lampião. A maior novidade é que o trio mandou esse vídeo para o quadro Garagem, do Domingão do Faustão e agora concorre com mais um monte de bandas e cantores por um espaço ao vivo no programa. Sei que os amantes da música independente são totalmente contra esse programa que é o símbolo da arte comercial e industrializada. Muitos sabem que para aparecer no Faustão uma banda em início de carreira tem que desembolsar pelo menos uns R$ 70 mil (é o que dizem no meio artístico). Mas esse quadro novo é exatamente para ir contra isso.

Funciona assim: os grupos interessados postam um vídeo no blog do programa e os melhores da semana são escolhidos para ter direito a 30 segundos no domingo. Então, ao longo do Domingão do Faustão, eles passam uns 15 vídeos de bandas. Depois, o público pode votar pelo mesmo blog. Os mais votados serão chamados para tocar ao vivo.
Quando soube, comentei isso com algumas bandas de amigos, mas nem todos quiseram tentar. Do forró pé-de-serra, temos aí o Façuá nos representando. Então, mesmo que você não goste do Faustão, vote no grupo para que eles pelo menos tenham a chance de mostrar o trabalho deles para mais gente.

Para quem não sabe, o Trio Façuá é de Uberlândia-MG (apesar de terem dito no Faustão que eles são de Fortaleza), foi finalista do Festival de Forró de Itaúnas de 2008 e é formado, na verdade, por quatro pessoas. O Naldo, sanfoneiro animadíssimo que ficou conhecido por sempre gritar “valleeeuuu” no fim das músicas; Philipim, trianglista querido que é um dos maiores apaixonados pelo forró que eu conheço; Amandinha na zabumba (no vídeo ainda era o Tiguila) e Nega Ivy, que toca flauta lindamente, é esposa do Naldo e acabou de dar à luz Évora, a mais nova forrozeirinha do pedaço. Para votar no vídeo deles, basta acessar o blog. Assista ao vídeo e preencha as estrelinhas que têm abaixo dele.

Lembrando que a votação dos vídeos do Trio Alvorada e do Meketréfe no quadro Olha Minha Banda do Caldeirão do Huck (explicação que eu já tinha dado - veja: Meketréfe e Alvorada) ainda estão abertas também. Clique nos links acima. Vote!

Vamos dar uma força para que o forró pé-de-serra chegue à mídia. Se a criticamos, temos que ajudar a melhorá-la. Afinal, “Devemos ser a mudança que queremos ver...”.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Meketréfe no Calaf!

Como já até foi dito por aqui, o Meketréfe está prestes a lançar o primeiro CD, gravado ao vivo, lá em Campinas. O lançamento será dia 13/02 por lá, mas ele já chegam a Brasília nesta semana pra dar um gostinho do que vem por aí.

Quarta, eles tocam na Casa de Reboco, no Bar do Calaf. Faz tempo que eles não passam por lá e todos sabem que os shows lá são sempre animados.
Serviço:
Meketréfe (SP)
A partir das 21 horas.
Até 22 h é R$ 5 pra todo mundo
Depois das 22h, R$ 8 Elas / R$ 13 Eles
Promoção: Envie um email para cortesiadacasa@gmail.com e ganhe
descontos na entrada.
O Forró da Casa de Reboco acontece toda quarta-feira no Bar do Calaf
que fica no Setor Bancário Sul Q.01 Edf Empire Center.
C.I.: 18 anos.
Mais informações: 7814-0111 / 8149-8189 / 8447-4364 -
casadereboco@gmail.com

Quinta eles tocam com o Dona Zefa, no Arena, conforme o post anterior deste blog.

Meketréfe e Dona Zefa juntos, no Arena

Nesta quinta-feira, no Arena Futebol Clube, dois jovens trios paulistas voltam a levantar poeira em Brasília com o autêntico forró pé-de-serra. As duas bandas já foram campeãs do Festival de Forró de Itaúnas (Fenfit) e sempre levam grande público por onde passam. A primeira, Trio Dona Zefa, traz um som cadenciado, romântico e divertido. Eles, que venceram o festival em 2004, tocam ao lado de um dos grupos de maior destaque no cenário forrozeiro do país, o Meketréfe, vencedor da edição de 2007 do Fenfit e que faz uma interessante mistura de forró com samba.

Serviço:
Quinta-feira (05/02)
Trio Dona Zefa (SP) e Meketréfe (SP)
Local: Arena do Forró (Arena Futebol Clube – Setor de Clubes Sul, trecho 3)
Horário: A partir das 21h
Ingressos: Até 22h, mulheres R$ 5 e homens R$ 10. Após, mulheres R$ 10 e homens R$ 15.
Informações: 9982-0123 ou http://www.arenadoforro.com.br/
CI: 18 anos

Mais sobre os grupos:

http://forropedeserradf.blogspot.com/2008/08/trio-dona-zefa-de-volta-braslia.html

http://forropedeserradf.blogspot.com/2008/10/meketrfe-est-de-volta.html

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Ajudem o Meketréfe

Tem gente aqui em Brasília que se diz apaixonada pelo Meketréfe, vai a todos os shows, sabe todo o repertório, conversa com os meninos no MSN... Tem gente que só gosta, não chega a ser tão próximo.
Chegou a hora de todos esses demonstrarem que gostam mesmo dos meninos. Eles estão sob votação do quadro Olha Minha Banda do programa Caldeirão do Huck, uma ótima oportunidade de alavancar a carreira deles e fazer o forró pé-de-serra chegar a um maior número de pessoas.
Então, faça sua parte, vote neles no site: http://www.8p.com.br/olhaminhabandadeforro/meketrefe/perfil

Faça isso por eles e pelo forró pé-de-serra.

PS: aqueles que têm alguma coisa pessoal contra eles, se não for relacionado ao trabalho mesmo, por favor, não os prejudiquem. São apenas jovens correndo atrás de um sonho...
Abraços a todos.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Dia Nacional do Forró no Arena

No dia 13 de dezembro, o Brasil comemora o Dia Nacional do Forró, data de nascimento de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. No Arena, a comemoração será na quinta-feira (11/12) com uma homenagem especial ao ritmo nordestino que envolve todo o País. A festa será comandada pelos grupos Meketréfe (SP) e Juriti (SE), vistos como promessas da nova geração do movimento pé-de-serra. Na mesma noite, os forrozeiros de Brasília vão assistir à estréia do documentário Por Amor ao Forró, sobre esse movimento.

Pontualmente às 22h, o salão do Arena Futebol Clube vai tornar-se uma diferente sala de cinema para a exibição do documentário de Adriana Caitano e Galton Sé. O filme foi feito por ambos como projeto final do curso de Jornalismo da Universidade de Brasília e acaba de receber a nota máxima da banca examinadora. Adriana e Galton passaram um ano pesquisando e conhecendo o chamado "movimento pé-de-serra", resgatado principalmente por jovens do Centro-Sul do Brasil. "São forrozeiros que idolatram pessoas e músicas que são de uma época em que eles nem eram nascidos, como Luiz Gonzaga", contam os novos jornalistas.

O velho Lua, como o Rei do Baião também era conhecido, nasceu em Exu – Pernambuco, no dia 13 de dezembro de 1912. Quando era criança, aprendeu os primeiros acordes de sanfona oito baixos com o pai, Seu Januáiro. Mais tarde, Gonzagão foi o responsável por difundir ritmos nordestinos pelo Brasil e criar outros. Graças a ele, hoje o forró é conhecido em todo o mundo. Mesmo após sua morte, em 1989, jovens brasileiros continuaram a seguir o legado deixado pelo rei. Com isso, surgiu o movimento pé-de-serra e bandas que resgatam as raízes do gênero. Dentre os grupos da nova geração, Meketréfe (SP) e o Trio Juriti (SE) são destaques. O primeiro é conhecido pelo jeito descontraído com que mistura samba e forró. O segundo chama atenção pela voz forte da vocalista Thaís, que tem apenas 17 anos. Ambos são personagens do filme Por Amor ao Forró, que será exibido na quinta, quando o palco também será dividido por eles.

sobre os grupos:
Trio Juriti: http://forropedeserradf.blogspot.com/2008/11/trio-juriti-talento-que-vem-de-bero.html
Meketréfe: http://forropedeserradf.blogspot.com/2008/10/meketrfe-est-de-volta.html

Serviço:

Quinta-feira (11/12)
Atrações: Meketréfe (SP) e Trio Juriti (SE) + exibição do filme Por Amor ao Forró (às 22h)
Local: Arena do Forró (Arena Futebol Clube - Setor de Clubes Sul - trecho 3)
Horário: A partir de 21h
Ingressos: Até 22h, homens R$ 10 e mulheres R$ 5 / Após esse horário, homens R$ 15, mulheres R$ 10
Informações: 9982-0123 ou www.arenadoforro.com.br
Classificação Indicativa: 18 anos

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Meketréfe está de volta!!!

Você sabe o que é forró sambado? Essa mistura bem brasileira do ritmo nordestino com samba vai animar o Casa de Reboco e o Arena do Forró nesta semana. Imortalizado pelos mestres Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga, seguido por muitas gerações, o estilo será representado nesta quarta e quinta-feira pelo grupo paulista Meketréfe.

Segundo o dicionário Houaiss, mequetrefe é um indivíduo intrometido, de caráter duvidoso, sem importância. Há quem diga também que seja uma gíria utilizada nos anos 30 pelos que dançavam tango. No dito popular, a palavra também se refere a alguém sem vergonha, safado, malandro, que sabe tirar proveito das coisas. Mas para quatro jovens de Campinas – SP o termo tem outro significado. Quer dizer sucesso, simpatia, alegria e animação.

Em 2006, Felipe Costa (Felipinho), Diego Oliveira e Diego Luis (Dilu) reuniram-se para tocar um ritmo que não estava tão presente na mídia. Ao contrário da maioria dos jovens de classe média da faixa etária deles – 22 anos -, que montam bandas de rock ao estilo Beatles, os três meninos de Campinas decidiram tocar forró pé-de-serra. No lugar de Kurt Cobain, Renato Russo ou Rolling Stones, os ídolos deles eram Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e Dominguinhos. Quando perceberam o gosto comum, os amigos criaram o Meketréfe. "Meketréfe é o nosso jeito de ser, todo mundo tem um pouco de mequetrefe dentro de si. É um jeito espontâneo, alegre, meio malandro de ser feliz", conta Felipinho.

Pouco depois, Thiago dos Santos incorporou-se ao grupo. A nova formação permitiu uma mistura na qual, enquanto a sanfona de Felipinho, a zabumba de Diego e o triângulo de Dilu remontam ao autêntico forró pé-de-serra, o cavaco de Thiaguinho dá o tom de samba ao inconfundível som dos mequetrefes paulistas. Não foi à toa que, em julho de 2007, eles foram os vencedores do 7º Festival Nacional de Forró de Itaúnas (Fenfit), o maior do País nesse estilo. "Às vezes a energia e a alegria em um palco valem muito e temos certeza que as pessoas sentem, porque música não é só tocar e sim sentir", acredita o jovem sanfoneiro.

No figurino, nas letras, nas apresentações, costumam exprimir o modo mequetrefe de ser, aquele jeitinho malandro que todo cidadão deste país carrega com muita honestidade. Eles explicam o que é ser mequetrefe na canção de forró sambado "Tô de Brincadeira", composta por Thiaguinho, logo após a vitória no festival de Itaúnas. O sucesso estará no primeiro CD – que sai em novembro e foi gravado ao vivo em Campinas - e também no repertório do show que eles fazem nesta quarta-feira, na Casa de Reboco, e quinta-feira, no Arena Futebol Clube.

Serviço:
Quarta-feira (15/10)
Meketréfe (SP)
Local: Casa de Reboco - Bar do Calaf (Setor Bancário Sul - Q.01 Edf Empire Center)
Horário: a partir de 21h
Ingressos: Até 22 h é R$ 5 pra todo mundo / Depois das 22h, R$ 8 Mulé e R$ 13 Homi
Informações: 8447-4364 / 8149-8289 / 7814-0111
CI: 18 anos

Quinta-feira (16/10)
Meketréfe (SP)
Local: Arena do Forró (Arena Futebol Clube – Setor de Clubes Sul, trecho 3)
Horário: A partir das 21h
Ingressos: Mulheres R$ 10 e homens R$ 15.
Informações: 9982-0123 ou www.arenadoforro.com.br
CI: 18 anos

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Semana do FORRÓ!!!

Pessoal, nesta semana, separem espaço na agenda de vocês só para o forró!!! Até quem está sumido há um tempo vai aparecer, porque tá demais...

*Terça (12/08):
banda Forró Lunar
Bar Poizé
305 Norte
A partir de 19h
Homens pagam R$ 7 e mulheres pagam R$ 5
Informações: http://www.forrolunar.com.br/

*Quarta (13/08)
Banda Lorota Boa e DJ Cacai Nunes
Forró Lorota Boa, no Bar do Calaf (Setor Bancário Sul Q.01 Edf Empire Center)
A partir das 21 horas.
Até 22 h é R$ 5 pra todo mundo. Depois das 22h, R$ 7 pra elas e R$ 12 pra eles.
Informações: 7813.6248

*Quinta (14/08)
MEKETRÉFE (SP)
Arena do Forró (Setor de Clubes Sul)
A partir das 21h - Ingresso: homens - R$ 15 / Mulheres - R$ 10 - Promoção (Até 22h): Homens - R$ 10 / Mulheres - R$ 5
Informações: http://www.arenadoforro.com.br/ ou 9982-0123

*Sexta (15/08)
Trio Façuá (MG) - finalista do 8º Festival Nacional de Forró de Itaúnas -, banda Balalaica (DF), banda Caranova (DF) e DJ Lêu
ANIVERSÁRIO DE 2 ANOS DO FORRÓ ISPILICUTE!!
Clube Cota Mil - Setor de Clubes Sul
A partir de 20h
Ingressos: R$ 5 até 21h (vestindo a camiseta Ispilicute ou doando agasalhos infantis). Depois, R$ 10
Informações: Cris 8442 3155

*Sábado (16/08)
#Faiscada Arraiá Universitário
Os 4 mensageiros (SP) e Rastapé (SP)
Clube Ases (ao lado do Pier 21)
A partir de 21h (eu acho)

#(Forró novo na área, não conheço ainda, só tô divulgando porque soube)
LÚPULLO'S (QE 40 Rua 11 Polo de Modas - Guará II) -
A partir de 21h. Informações: 3301.5646

*Domingo (17/08)
#FAISCADA, A DESPEDIDA!!
- Os 4 mensageiros (SP)
- Duani (RJ)
- Trio Façuá (MG)
- Danilo (Trio Dona Zefa - SP)
- Maicon Fuzuê (Trio Araçá)
- Trio Balanceado (DF)
- Zabumbazul (DF)
- Dj Marcos Assunção
- Discotecagem Faiscada
De 14h às 23h
Park Way qd 19, cj 3, cs 8
Entrada: R$15
pontos de venda: Stúdio de dança André Barcelos (904 sul), atrás da UniDF, e Bar Raízes (110 norte)
Informações: 84059252-84350021

#Forró Sol e Lua
Caribeño - Setor de Clubes Sul
banda Forró Lunar (finalista do 8º Festival Nacional de Forró de Itaúnas)
A partir de 16h30
Até as 18 horas, ou com bônus: Ela - R$ 5 / Ele - R$ 10 -- Após as 18 horas: Ela - R$ 10 / Ele - R$ 15.
Informações: 96141234 e 32440027

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Meketréfe está de volta!!! Quinta, no Arena

Você sabe o que é forró sambado? Essa mistura bem brasileira do ritmo nordestino com samba vai animar o Arena do Forró nesta semana. Imortalizado pelos mestres Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga, seguido por muitas gerações, o estilo será representado na quinta-feira pelo grupo paulista Meketréfe.

Segundo o dicionário Houaiss, mequetrefe é um indivíduo intrometido, de caráter duvidoso, sem importância. Há quem diga também que seja uma gíria utilizada nos anos 30 pelos que dançavam tango. No dito popular, a palavra também se refere a alguém sem vergonha, safado, malandro, que sabe tirar proveito das coisas. Mas para quatro jovens de Campinas – SP o termo tem outro significado. Quer dizer sucesso, simpatia, alegria e animação.

Em 2006, Felipe Costa (Felipinho), Diego Oliveira e Diego Luis (Dilu) reuniram-se para tocar um ritmo que não estava tão presente na mídia. Ao contrário da maioria dos jovens de classe média da faixa etária deles – 22 anos -, que montam bandas de rock ao estilo Beatles, os três meninos de Campinas decidiram tocar forró pé-de-serra. No lugar de Kurt Cobain, Renato Russo ou Rolling Stones, os ídolos deles eram Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e Dominguinhos. Quando perceberam o gosto comum, os amigos criaram o Meketréfe. "Meketréfe é o nosso jeito de ser, todo mundo tem um pouco de mequetrefe dentro de si. É um jeito espontâneo, alegre, meio malandro de ser feliz", conta Felipinho.

Pouco depois, Thiago dos Santos incorporou-se ao grupo. A nova formação permitiu uma mistura na qual, enquanto a sanfona de Felipinho, a zabumba de Diego e o triângulo de Dilu remontam ao autêntico forró pé-de-serra, o cavaco de Thiaguinho dá o tom de samba ao inconfundível som dos mequetrefes paulistas. Não foi à toa que, em julho de 2007, eles foram os vencedores do 7º Festival Nacional de Forró de Itaúnas (Fenfit), o maior do País nesse estilo. "Às vezes a energia e a alegria em um palco valem muito e temos certeza que as pessoas sentem, porque música não é só tocar e sim sentir", acredita o jovem sanfoneiro.

No figurino, nas letras, nas apresentações, costumam exprimir o modo mequetrefe de ser, aquele jeitinho malandro que todo cidadão deste país carrega com muita honestidade. Eles explicam o que é ser mequetrefe na canção de forró sambado "Tô de Brincadeira", composta por Thiaguinho, logo após a vitória no festival de Itaúnas. O sucesso estará no primeiro CD – que sai em setembro e foi gravado ao vivo em Campinas - e também no repertório do show que eles fazem nesta quinta-feira, no Arena Futebol Clube.

Serviço:
Quinta-feira (14/08)
Meketréfe (SP)
Local: Arena do Forró (Arena Futebol Clube – Setor de Clubes Sul, trecho 3)
Horário: A partir das 21h
Ingressos: Mulheres R$ 10 e homens R$ 15.
Informações: 9982-0123 ou www.arenadoforro.com.br
CI: 16 anos

sábado, 5 de julho de 2008

Especial Luiz Gonzaga na TV Cultura

Pessoal, sei que aviso meio tarde, mas espero que consigam assistir.
Neste domingo (06/07), às 20h30, haverá um especial sobre Luiz Gonzaga no programa Mosaicos, da TV Cultura, com a participação de Dominguinhos, Waldonys, Meketrefe, Bicho de Pé, Trio Sabiá, Marcelo Melo e Toinho Alves (morto um mês depois das gravações). O programa será retransmitido no próximo sábado, às 4h da manhã. Quem conseguir, vale a pena até gravar!
Vejam abaixo a explicação do programa no site da TV Cultura (http://www.tvcultura.com.br/detalhe.aspx?id=437):

"Com sua sanfona, Luiz “Lua” Gonzaga desenhou definitivamente o nordeste no mapa da música popular brasileira. Mestre do ritmo e criador de melodias que influenciaram (e continuam a influenciar) gerações de compositores, Gonzagão construiu uma obra musical sintonizada com o sentimento popular. A trajetória artística do compositor é retratada no Mosaicos – A Arte de Luiz Gonzaga.

Misturando imagens de arquivo com gravações inéditas, “Mosaicos” retrata os diversos momentos da carreira do criador do baião, apresentando grandes clássicos de seu repertório, como “Asa branca” (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira), “Xote das meninas” (Luiz Gonzaga/Zé Dantas), “Numa sala de reboco” (Luiz Gonzaga/José Marcolino) e “Assum preto” (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira).

Especialmente para essa homenagem, o programa reuniu os sanfoneiros Dominguinhos e Waldonys a dois integrantes do Quinteto Violado, Toinho Alves e Marcelo Melo. Os convidados relembram histórias vividas com Luiz Gonzaga, analisam a obra do amigo e interpretam juntos canções do mestre. Esta edição do “Mosaicos” é dedicada ao músico e compositor Toinho Alves (1943-2008), que faleceu um mês após a gravação de sua participação no especial.
Outro destaque do programa são as participações dos grupos Bicho de Pé, Meketrefe e Trio Sabiá, apresentando releituras para algumas das principais músicas do repertório de Gonzagão.

Sobre Gonzagão
Luiz Gonzaga (1912-1989) nasceu na Fazenda Caiçara, em Exu (PE). Filho de um lavrador e sanfoneiro, desde criança se interessou pela sanfona de oito baixos do pai, a quem ajudava tocando zabumba e cantando em festas religiosas e forrós. Saiu de casa em 1930 para servir o exército como voluntário. Viajou pelo Brasil como corneteiro, tendo baixa em 1939. Resolveu ficar no Rio de Janeiro, com uma sanfona recém-comprada. Passa então a se apresentar em ruas, bares e mangues, tocando boleros, valsas, canções, tangos.

Por essa época percebe a carência que os migrantes nordestinos têm de ouvir sua própria música, e passa a tocar, com grande sucesso, xaxados, baiões, chamegos e cocos. Foi no programa de calouros de Ary Barroso e tocou seu chamego “Vira e Mexe”, com grande aprovação do público e do temível apresentador, que lhe deu nota máxima. Depois de descobrir esse filão no mercado, Gonzagão começa a freqüentar programas de rádio – substituindo inclusive seu ídolo Antenógenes Silva – e a gravar discos, sempre com repertório de músicas nordestinas.

Mais tarde passa a cantar também, e não apenas tocar sua sanfona, além de mostrar seu talento como compositor. Em 1943 apresenta-se vestido a caráter como nordestino, com bastante êxito. Seu maior sucesso, “Asa Branca” (com Humberto Teixeira), foi gravado em 1947 e regravado inúmeras vezes por diversos artistas até hoje.

Trabalhou na Rádio Nacional e até cerca de 1954 teve seu auge de popularidade, um sucesso avassalador que lançou a moda do baião e do acordeom, além de obrigar todas as prensas de sua gravadora, a RCA, a trabalhar para atender aos pedidos de seus discos. Depois disso, com a ascensão da bossa nova, se afastou um pouco dos palcos dos grandes centros e passou a se apresentar em cidades do interior, onde sempre continuou extremamente popular.

Nos anos 70 e 80 foi voltando à cena, em muito graças às releituras de sua obra feitas por artistas como Geraldo Vandré, Caetano Veloso, Gilberto Gil, seu filho Gonzaguinha e Milton Nascimento."

Abraços,
Adriana Caitano
http://forropedeserradf.blogspot.com

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Arraial do Arena com forró e samba

Você sabe o que é forró sambado? Essa mistura bem brasileira do ritmo nordestino com samba vai embalar o arraial julino do Arena do Forró nesta semana. Imortalizado pelo mestre Jackson do Pandeiro e seguido por muitas gerações, o estilo será representado na quinta-feira pelo compositor, produtor, cantor e multinstrumentista Duani, ex-líder da banda Forróçacana. Na sexta-feira, quem comanda a festa é a banda paulista Meketréfe e o grupo brasiliense Salve Jorge.

No início dos anos 2000, a banda Forróçacana ficou conhecida por juntar a tradição do forró pé-de-serra com a batida envolvente do samba. Assim, cavaquinho, pandeiro e tamborim faziam coro com a sanfona, o triângulo e a zabumba. Duani foi o responsável pela combinação e, mesmo depois de desfazer o grupo, continuou a divulgar o forró sambado. Ao lado da esposa, a cantora Mariana Aydar, levou o projeto Forró Dá Samba a grandes capitais brasileiras. Na apresentação do Arena, Duani promete trazer sucessos da banda da qual fez parte e canções do repertório da elite do forró e do samba.

Na mesma noite, sobem ao palco o Trio Dona Zefa, de Campinas (SP), com o autêntico forró pé-de-serra, e a banda brasiliense Forró Lunar, que acaba de ser selecionada para participar do 8º Festival de Forró de Itaúnas (ES), o maior do estilo no país, que acontece na segunda semana de julho.

Sexta-feira o Arraial será embalado pelo samba-rock – estilo conhecido pela voz de Jorge Ben Jor. A homenagem é feita pelo grupo de Brasília Salve Jorge. O forró sambado continua ao som da banda Meketréfe, também de Campinas, que foi a vencedora do Festival de Itaúnas de 2007. Ao lado do trio tradicional, os jovens músicos acrescentaram o cavaquinho, que dá o toque gingado ao forró.

Para completar a festa, sobem ao palco também a banda de forró Lorota Boa e os músicos Marcio Frango, Rafael dos Anjos e Juninho do Acordeom, líder do Trio Balanceado, outro representante de Brasília no Festival de Itaúnas deste ano. O clima de arraial fica mais gostos com as barraquinhas de comidas e bebidas típicas, fogueira, decoração especial e quadrilha improvisada, em que os melhores casais ganharão passaporte VIP para o mês de julho no Arena do Forró.

Serviço:

Arraial do Arena do Forró
Quinta (03)
Duani (SP/RJ), Trio Dona Zefa (SP) e Forró Lunar (DF)
Sexta-feira (04)
Salve Jorge (DF), Meketréfe (SP), Lorota Boa (DF), Juninho do acordeom, Rafael dos Anjos e Marcio Frango
Local: Arena Futebol Clube (Setor de Clubes Sul, trecho 3)
Horário: A partis das 21h
Ingressos: R$ 15 para mulheres e R$ 20 para homens (valores de meia-entrada).
Antecipados com desconto de R$ 5 nos seguintes pontos:
Vitamina Central (506 sul)
Tartaruga Lanches (714/715)
Restaurante Fulo do Sertão (404 norte)
Pizzaria Dom Bosco (306 norte)
Loc Vídeo (104 sul)
Bar Raízes (110 norte)
Informações: 8416-5558, 9982-0123 ou www.arenadoforro.com.br

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Arraial do Arena

Vem aí o Arraial do Arena:
Dia 3 (quinta) com Duani (ex-Forroçacana), Trio Dona Zefa e Forró Lunar / Dia 4 (sexta) com Salve Jorge, Lorota Boa e Meketréfe, com participação especial do Juninho do Acordeon (do trio Balanceado), Rafael dos Anjos no violão e Márcio Marinho (Frango) no cavaquinho.
Serão duas noites inesquecíveis, pois o que há de melhor de São Paulo e de Brasília nós convidamos para animar nosso Arraial. Teremos barraquinhas, fogueira, decoração especial, quadrilha improvisada onde os melhores casais ganharão passaporte VIP para o mês de julho no Arena do Forró e muito mais.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Meketréfe de volta!!

O Meketréfe, grupo paulistano formado por quatro jovens que amam a cultura popular brasileira, fazem um forró pé-de-serra sambado e têm dominado o circuito forrozeiro do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, está de volta à capital federal. Eles acabam de gravar ao vivo, em Campinas, o primeiro álbum da recente, mas meteórica carreira e já estão de malas prontas para uma temporada de três shows em Brasília.

Segundo o dicionário Houaiss, mequetrefe trata-se de indivíduo intrometido, de caráter duvidoso, sem importância. Há quem diga também que seja uma gíria utilizada nos anos 30 pelos que dançavam tango. No dito popular, a palavra também se refere a alguém sem vergonha, safado, malandro, que sabe tirar proveito das coisas. Mas para quatro jovens de Campinas – SP o termo tem outro significado. Quer dizer sucesso, simpatia, alegria e animação.

Em 2006, Felipe Costa (Felipinho), Diego Oliveira e Diego Luis (Dilu) reuniram-se para tocar um ritmo que não estava tão presente na mídia. Ao contrário da maioria dos jovens de classe média da faixa etária deles – 22 anos -, que montam bandas de rock ao estilo Beatles, os três meninos de Campinas decidiram tocar forró pé-de-serra. No lugar de Kurt Cobain, Renato Russo ou Rolling Stones, os ídolos deles eram Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e Dominguinhos. Quando perceberam o gosto comum, os amigos criaram o Meketréfe. "Meketréfe é o nosso jeito de ser, todo mundo tem um pouco de mequetrefe dentro de si. É um jeito espontâneo, alegre, meio malandro de ser feliz", conta Felipinho.

Pouco depois, Thiago dos Santos incorporou-se ao grupo. A nova formação permitiu uma mistura na qual, enquanto a sanfona de Felipinho, a zabumba de Diego e o triângulo de Dilu remontam ao autêntico fosso pé-de-serra, o cavaco de Thiaguinho dá o tom de samba ao inconfundível som dos mequetrefes paulistas. Não foi à toa que, em julho de 2007, eles foram os vencedores do 7º Festival Nacional de Forró de Itaúnas (Fenfit), o maior do País nesse estilo. "Às vezes a energia e a alegria em um palco valem muito e temos certeza que as pessoas sentem, porque música não é só tocar e sim sentir", acredita o jovem sanfoneiro.

No figurino, nas letras, nas apresentações, costumam exprimir o modo mequetrefe de ser, aquele jeitinho malandro que todo cidadão deste país carrega com muita honestidade. Eles explicam o que é ser mequetrefe na canção "To de Brincadeira", composta por Thiaguinho, logo após a vitória no festival de Itaúnas, que estará no primeiro CD gravado ao vivo em Campinas e também no repertório dos shows que eles fazem nesta semana. Quinta-feira, no Arena Futebol clube, sábado, na Festa Junina do Iate Clube, e domingo, no Caribeño.

Serviço:

Quinta-feira (05/06)
Meketréfe (SP)
Local: Arena do Forró (Arena Futebol Clube – Setor de Clubes Sul, trecho 3)
Horário: A partir das 21h
Ingressos: Mulheres R$ 10 e homens R$ 15.
Informações: 9982-0123 ou www.arenadoforro.com.br
CI: 18 anos

Sábado (07/06)
Meketréfe (SP), DJ Joãozinho Chapéu de Couro Quadrilha Mala Veia e Grupo de dança Montana Country
Local: Iate Clube de Brasília, SCEN Trecho 2 Conj. 4, estacionamento interno.
Horário: A partir de 19h
Ingressos: Entrada franca para sócios. Convites à venda na Tesouraria do Clube para não-sócios a R$ 20 (meia entrada mediante a apresentação de carteirinha de estudante, 1kg de alimento não-perecível ou um agasalho).
Informações: 3329-8700 ou www.iatebsb.com.br

Domingo (08/06)
Meketréfe (SP), Banda Forró Lunar e DJ Lêu
Local: Forró Sol e Lua – Caribeño (Setor de Clubes Sul)
Horário: A partir de 16h
Ingressos: Mulheres R$ 10 e homens R$ 15
Informações: 9614-1234, 3244-0027, www.forrolunar.com e www.caribeno.com.br (acesse e ganhe bônus e cortesias).

sábado, 26 de abril de 2008

Trio Meketréfe: a nova geração do forró pé-de-serra

Ousadia no nome e na mistura irreverente do forró com o cavaquinho

Um dia, quase sem querer, Diego Dilu e Felipinho encontraram-se para fazer um arrumadinho improvisado em Campinas, onde moram. Todos tinham uma história de amor com o forró pé-de-serra e cada um tocava em um trio diferente. "A gente ficou muito surpreso com o entrosamento", lembra o sanfoneiro Felipinho. Dali, surgiu não só uma banda, mas também uma grande amizade.

Quando decidiram unir-se musicalmente, perceberam que faltava um título. "Isso é uma coisa bem difícil porque parece que todos os nomes de bandas já foram inventados", destaca Felipinho. Um apelido dado por um amigo chamou a atenção do grupo: Meketréfe. "Fui procurar o significado da palavra - pilantra, sem vergonha, que não vale nada - achei muito engraçado e sugeri esse nome", conta. O restante da banda não gostou muito, mas com o tempo surgiu a identificação.

Em junho de 2007, com seis meses de existência, o trio convidou Thiaguinho para trazer uma dose de ousadia ao som da banda, com um cavaquinho. Mais confiantes e animados ainda, os quatro meninos inscreveram-se no 7º Festival Nacional de Forró de Itaúnas (Fenfit), o maior do País nesse estilo. "Às vezes a energia e a alegria em um palco valem muito e temos certeza que as pessoas sentem, porque música não é só tocar e sim sentir", acredita o sanfoneiro. Com essa receita, o trio levou muito sentimento ao Fenfit, tornando-se o grande vencedor.

Nesta semana, o trio, que, na verdade, tem quatro componentes, resgata as tradições do forró pé-de-serra com um toque de samba e muita animação. Trio Meketréfe: Felipinho, 22 anos - sanfona; Diego, 22 anos - zabumba e voz; Dilu, 21 anos - triângulo e Thiaguinho, 22 anos - cavaquinho. Talento, irreverência e juventude nos palcos forrozeiros de Brasília.

Quinta-feira (01/05)
Trio Meketréfe (SP)
Arena Futebol Clube – Setor de Clubes
A partir das 21h
Ingresso: R$ 10 mulher e R$ 15 homem
Informações: 9982-0123
CI: 18 anos