segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Maior São João do Cerrado começa dia 5/08!

Atualizando informações sobre a festa:
1 - não consegui descobrir ainda o horário que começa o evento. Quando eu souber, coloco aqui :P

O site oficial do evento é http://www.edilane.com.br/teste1/, onde há a programação completa. Lá eu vi como a coisa vai ser grande. Apresentações circenses, forró de todos os tipos, concurso de dança para idosos, artesanato e até casamento coletivo... Tem show do Nivaldo do Acordeon, Dona Gracinha, Forró Lunar, Trio Siridó, Paulinho do Forró e um monte de gente em quem eu nunca ouvi falar...

É claro que eu, particularmente, não gostei de umas atrações de nomes e tipos meio estranhos (é o meu gosto, ok?). Mas o evento vale muito por ter Flávio José, Alceu Valença e Elba Ramalho.

veja detalhes do Jornal Alô Brasília:

Começa nesta quarta-feira a 3ª edição do Maior São João do Cerrado

A 3º edição do evento acontece em Ceilândia e vai ocupar um espaço de mais de 40 mil metros quadrados no Ceilambódromo. Com a fogueira quase pronta e o forró na ponta dos pés, a animação já toma de conta na maior cidade satélite de Brasilia, que está em clima de arraiá. Após o sucesso das 2 primeiras edições, o projeto que faz parte do calendário oficial de eventos oficiais do DF, tem uma programação diferente e inovadora.

Consagrado pelo povo e toda a mídia local, o maior evento de São João fora de época do Brasil destacou a cidade Satélite de Ceilândia nas primeiras páginas dos jornais locais como "A Capital do Forró", comparando com as mais tradicionais festas populares do País, como Caruaru (PE) e de Campina Grande (PB).

05/08 – FLÁVIO JOSÉ e Raminho do Baião
06/08 – GAROTA SAFADA, Asas do Forró e Bob Nixon
07/08 – ELBA RAMALHO, Xodó na Rede, Nilson Freire e Chico Ramalho
08/08 – CAPIM CUBANO, Paulinho do Forró, Forró Brasileirão e Nega Maluka
09/08 – ALCEU VALENÇA, Trio Siridó e Forró Lunar.
*E mais de 50 grupos musicais e folclóricos do Distrito Federal, que se apresentaram nas ilhas de forró e na Praça dos Mamulengos.

Horário: De 05 a 09 de agosto (de quarta a domingo)
Endereço: Ceilambódromo - Ceilândia
Preço: Entrada franca.

Com informações da Assessoria

domingo, 2 de agosto de 2009

Mais homenagens a Luiz Gonzaga, na imprensa brasileira

Pessoal, deem uma olhada nos jornais e sites por aí hoje. Nem todos se lembraram que hoje completam 20 anos que nosso velho Lua se foi.

Mas o repórter Cristiano Bastos escreveu duas reportagens sobre Luiz Gonzaga. Uma saiu no Jornal de Brasília (e como o conteúdo do impresso só é disponível na internet para assinantes, não pude copiar o texto, mas comprei o jornal e vi) e outra no site da revista Rolling Stone. Esta consegui pegar e está abaixo. Só um detalhe: como vocês, leitores, sabem, o nome do filme que fiz com o Galton Sé é Por Amor ao Forró, não Movimento Pé-de-Serra Moderno, como saiu na matéria. Mas vale a pena conferir o texto na íntegra no site da revista, que está dividido entre 20 anos sem o Elvis do Sertão e Luiz Gonzaga: o Rei do Disco, que é uma entrevista com Tárik de Souza sobre nosso ídolo.

Abaixo, uma delas:

20 anos sem o Elvis do Sertão

Por Cristiano Bastos

Luiz Gonzaga popularizou um ritmo típico do nordeste, em uma época em que o preconceito musical era forte; relembre a história do Rei do Baião

Agosto de 1989. O mês e o ano que levaram embora o mito Raul Seixas carregou, também, outra poderosa lenda da música brasileira: Luiz Gonzaga do Nascimento - também festejado como "O Rei do Baião", "Gonzagão" ou "Lua". Por excelência, Gonzaga foi o ourives nordestino de inestimáveis pérolas da chamada "Música Popular Brasileira". Basta citar uma delas: a universal "Asa Branca", legitimador tesouro da corroída nomenclatura "MPB" - da qual, no século 20, muito pouco (ou nada) restou de popular.

Nascido no dia 13 de dezembro de 1912, na localidade de Exu, sertão pernambucano, Gonzagão partiu no dia 2 de agosto de 1989, há 20 anos. A maior influência brasileira do conterrâneo nordestino Raul Seixas foi o Rei do Baião: "Luiz Gonzaga tinha um remelexo 'elvispresleiniano'", aludiu publicamente, mais de uma vez, Raulzito. Como lembrança dessas duas décadas que se passaram - após o pai da "Asa Branca" "voar para o sertão celestial" -, a Som Livre lançou a coletânea do artista na série Sempre. Um álbum repleto de clássicos para fazer a manutenção da eternidade de canções como "Respeita Januário", "Sabiá, Baião", "O Xote das Meninas", "Qui nem Jiló" e "A Vida do Viajante". Em 2009, o cantor Zé Ramalho lançou um álbum em sua homenagem, intitulado Zé Ramalho Canta Luiz Gonzaga.

Ainda sem data de lançamento, também está previsto para chegar ao mercado o DVD reunindo Gonzagão e o cearense Raimundo Fagner, em estúdio, no ano de 1984, quando da gravação do disco que lançaram juntos naquele ano. A Sony/BMG - que detém quase todo o extenso catálogo do velho Lua na velha RCA Victor (assim como milhares de fonogramas adormecidos de Nelson Gonçalves) -, poderá reeditar alguns títulos. O mais difícil, no entanto, será condensar a trilha-sonora do filme que vem por aí em breve, o qual vai contar a história de Luiz Gonzaga nos moldes heróicos de Dois Filhos de Francisco, cinebiografia de Zezé di Camargo & Luciano.

Homem simples, no preâmbulo da grandiosa aventura que dedicou à música, Gonzaga trabalhou na lavoura. O menino gastava suas horas de folga para aprender sanfona com seu pai, o imortalizado Januário da canção. Aos 12 anos, acompanhava o pai em bailes e festas. Perto dos 18, mudou-se para Crato, no Ceará, onde virou corneteiro no 23º Batalhão de Caçadores. Viajou por Minas Gerais e São Paulo até chegar ao Rio de Janeiro, no final dos anos 30. Desligou-se da vida militar e passou, então, a dedicar-se exclusivamente à música. Assinou contrato com a Rádio Nacional e, daí em diante, popularizou ritmos como xaxado, forró, coco, xote, ciranda, embolada e, claro, baião.

De Recife, Pernambuco, o guitarrista e vocalista da banda punk Love Toys (cujas influências "urbanas" são Dead Boys e Black Flag), o xará Luiz Manghi, analisa que Gonzagão revelou ao Brasil um ritmo tipicamente nordestino em uma época em que o preconceito com esse povo era bem forte. "Costumo dizer que ele fazia uma versão nordestina do blues. Um som que tinha sua base temática na difícil vida do nordestino." O jornalista e crítico musical Tárik de Souza divide a mesma ideia: "Enquanto Presley foi o "Cavalo de Tróia" da negritude num país racista, Gonzaga colocou o nordeste, com sua cultura refinada e seus costumes peculiares, no mapa da MPB.

Era um momento de urbanização do sudeste, em que nordestino era encarado como peão de obra, cabeça chata, ser inferior. O Rei do Baião desvelou a diversificada cultura deste povo, então encarado de forma pejorativa" (confira bate-papo com Tárik - e as cinco canções essenciais de Gonzaga, na opinião do crítico ). De fato, Luiz Gonzaga é influência para gente de todas as extremidades do Brasil. No Rio Grande do Sul, o guitarrista de jazz Gulherme Almeida (da banda Pública - seu pai, Iraci Rocha, por sua vez, é dos nomes mais respeitados da música nativista gaúcha) diz que a acordeona do velho Lua soava as notas cantadas pelo nordeste.

Para Guilherme, além de todo mérito artístico - como compositor, instrumentista e intérprete -, a identidade de Gonzaga, na música nacional, foi muito bem estabelecida. "No momento em que um artista assume a cultura da sua região, ele acorda um compromisso com seu povo, de retratar aquela vivência: hábitos, sotaque, vestimenta".

Do nordeste ao sul, o guitarrista discorre, há grandes artistas que arremessaram a cultura de seu povo ao mundo. Assim como Jamie Caetano Braun (um dos maiores poetas/pajadores do RS), em seus versos, canta "Tenho a xirua mais linda do que a flor da macanilha (flor típica dos pampas gaúchos)", do outro lado, Luiz Gonzaga dispara - valendo-se, também, de sua flora para ambientar seus versos: "Mandacarú, quando fulora na seca, é um sinal que a chuva chega no sertão".

O Rei do Baião fez muito sucesso dos anos 50 aos 80. Ele criou a ideia de chamar o forró autêntico de "pé-de-serra". O ritmo, explica a jornalista brasiliense Adriana Caitano, ainda é mantido pelos nordestinos que lutam por deixá-lo vivo - apesar das trágicas misturas sofridas pelo gênero com o passar dos anos. "O período no qual mais se ouve forró no Brasil é o das festas juninas. Mas ele não existe só nessa época e nem só no nordeste", observa Adriana, que é autora do documentário Movimento Pé-de-Serra Moderno* e mantém um blog a respeito (www.forropedeserradf.blogspot.com).

Segundo a estudiosa, para os nordestinos, principalmente os mais velhos, Luiz Gonzaga foi um pai. Foi quem mostrou ao mundo que a cultura de lá também tinha seu imenso valor. "Luiz Gonzaga foi um marco. A música brasileira divide-se entre antes e depois dele". Para os jovens forrozeiros de hoje, que não o viram vivo, explica Adriana, Luiz Gonzaga é quase um santo: "Um mito que parece renascer toda vez que alguém ensaia uns acordes na sanfona".

O recifense Paulo Vanderley, além de comandar o site Luiz Lua Gonzaga, alimenta uma relação de cordial amizade com a família de Luiz Gonzaga. Paulo se diz admirador, também, da obra do sobrinho de Lua, o sanfoneiro Joquinha Gonzaga - o qual, segundo ele, está dando continuidade à qualidade do trabalho ensinado pelo tio. Nos anos 80, ainda criança, ele morou em Exu, momento em que teve o prazer de conhecer e conviver com "Seu Luiz". De lá para cá, Paulo agilizou bíblico trabalho de pesquisa: adquiriu todos os seus discos e digitalizou, aproximadamente, 400 revistas contendo reportagens a respeito do mestre.

Em meio a fantásticas histórias, para preservá-las, criou o museu virtual Luiz Lua Gonzaga. Ele destaca uma envolvendo - para variar - o "Malcolm McLaren" brasileiro, o agitador Carlos Imperial. "Ele anunciou que os Beatles estariam prontos para entrar em estúdio e gravar 'Asa Branca', composta por Gonzaga e Humberto Teixeira. Imperial espalhou que a gravação entraria no álbum de capa branca..."

A falsa notícia, publicada em diversos veículos, rendeu tremendos dividendos a Luiz Gonzaga, justamente quando ele não ocupava a parada musical nas capitais. "Todo mundo queria saber a verdade: se eu tinha ganhado dinheiro com essa história toda. Não passou de uma grande mentira", deixou bem claro o Rei do Baião, em uma entrevista dada em Recife. O sucesso, contudo, nunca terminou para ele. Revive sempre que seu musical nome é pronunciado: Luiz Gonzaga.

Veja fotos de Gonzagão e ouça a entrevista com Tárik de Souza no site da revista:
http://www.rollingstone.com.br/secoes/novas/noticias/5950/
http://www.rollingstone.com.br/secoes/novas/noticias/5951/

Tem reportagens sobre ele também nos seguintes sites:
Jornal O Norte
Avol
Portal Uai


*O nome do filme, na verdade, é Por Amor ao Forró

20 anos sem Luiz Gonzaga - minha homenagem ao forró pé-de-serra

No dia 2 de agosto de 1989, em Recife, morria, vítima de parada cárdio-respiratória, o maior representante da cultura popular brasileira. Hoje, 20 anos depois, é dia de homenagear Luiz Gonzaga do Nascimento, o grande Rei do Baião. Será que os brasileiros sabem valorizar sua memória?

O que eu, Adriana Caitano, acho de Luiz Gonzaga*:

Para os nordestinos, principalmente os mais velhos, Luiz Gonzaga foi um pai, foi quem mostrou ao mundo que eles existiam e o valor da cultura de lá. Para o Brasil, Luiz Gonzaga foi um marco. A música brasileira se divide entre antes e depois de Gonzagão, não seria a mesma sem ele. E para os jovens forrozeiros de hoje, que não o viram vivo, ele é quase um santo, um mito mesmo, que parece renascer toda vez que alguém no mundo ensaia uns acordes em uma sanfona.

O velho Lua foi o responsável por mostrar ao restante do país o valor do povo nordestino. Ele foi o primeiro a falar sobre o Nordeste verdadeiro em suas músicas, falou da seca, das dificuldades pelas quais o nordestino passa. Levou ao Sudeste a música que ele ouvia quando criança e conseguiu ficar famoso com ela. A música brasileira não seria a mesma sem ele.

Até hoje suas canções são lembradas e regravadas por artistas de todo tipo. Até em japonês já gravaram uma música dele e recentemente o grupo O Rappa fez uma versão bem moderna para Vozes da Seca. Luiz Gonzaga também foi exemplo de vida, pela força com que encarou doenças, dificuldades, falta de reconhecimento. É, sem dúvida, um mito que deveria ser mais lembrado e cultuado por todo brasileiro.

Explicando Gonzaga (e o movimento pé-de-serra):

Luiz Gonzaga é considerado um dos maiores mitos da música brasileira, fez muito sucesso dos anos 50 aos 80, e difundiu os ritmos nordestinos Brasil afora. Ele criou a ideia de se chamar o forró autêntico, o que ele costumava fazer, de forró pé-de-serra. O ritmo ainda é lembrado pelos nordestinos, que tentam deixá-lo vivo apesar das misturas que o forró sofreu. O período em que mais se ouve forró no país é o de festas juninas. Mas ele não existe só nessa época e nem só no Nordeste.

Em Brasília e em todo o Sudeste, há um grupo de jovens que deixou as influências modernas de lado e resolveu pesquisar e reviver aquele forró tradicional, o pé-de-serra de Luiz Gonzaga, com triângulo, sanfona e zabumba (importante: o que caracteriza o forró pé-de-serra não é necessariamente a quantidade de instrumentos, mas a forma como a música é tocada). Esses jovens fazem parte do movimento pé-de-serra, ou a nova geração do estilo. Eles são mais que apaixonados, são viciados por essa cultura de raiz.

A maioria deles escuta forró o dia inteiro, vai ao forró quase todo dia, viaja para os festivais de forró pelo menos três vezes por ano e lá ficam ouvindo mais e mais forró, 24 horas por dia! Eles são de uma verdadeira comunidade. Mesmo morando em estados diferentes, todos se conhecem, trocam informações, ficam amigos mesmo. E as bandas não ficam fora disso, lá longe no palco, não. Todos os integrantes dos grupos musicais desse estilo são amigos entre si e muito próximos do público. Quase não há diferença entre eles – público, bandas -, são uma coisa só, praticamente.

O mais curioso disso tudo é que, para esses jovens, quanto mais antiga for a música, melhor. Eles escutam e regravam canções feitas quando eles nem sonhavam em nascer por artistas que ou estão bem mais velhos, como Mestre Zinho, ou até já morreram, como Marinês, Jackson do Pandeiro, Ary Lobo...

Saiba mais sobre o rei:
Você, forrozeiro ou admirador de Gonzaga, aproveite esse período de saudade para saber mais sobre o velho Lua. Procure vídeos no youtube, leia as letras, ouça as músicas e pesquise sobre sua vida. Comece pelo site www.luizluagonzaga.com.br, onde há histórias, vídeos e músicas dele. Se quiser ir mais a fundo, leia o livro "Vida de Viajante, a saga de Luiz Gonzaga", que é a melhor biografia feita sobre o rei.

*(entrevista dada a um repórter do Jornal de Brasilia e do site da Rolling Stone)
/

Ainda coloco aqui os versos feitos por Reginaldo Silva, que foi amigo e produtor de Luiz Gonzaga. Na entrevista que ele nos deu para o filme Por Amor ao Forró, ele disse:

“Luiz Gonzaga foi uma fonte,
onde muitos beberam água.
Hoje a fonte está vazia,
só a lembrança deságua.
Mas, se preservarem,
um dia a água volta e não se acaba”.

Ele ainda disse, pra encerrar:
"Cada um de nós é um Luiz Gonzaga. E enquanto existir um Luiz Gonzaga, o forró está vivo."

Não deixe a memória de Gonzagão morrer! VIVA LUIZ GONZAGA!

Deixe nos comentários a sua homenagem!


**não se esqueça da referência se for reproduzir este texto, usei mesmo minhas palavras para escrevê-lo!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Atenção para a programação de agosto do Arena do Forró!

No mês em que o Brasil homenageia Luiz Gonzaga, que se foi há 20 anos, o Arena trouxe à tona novamente o duelo de forrozeiros. Na próxima quinta-feira, dia 6, quem chega para fazer as honras da casa é o Trio Balancê (MG), vencedor do Festival Nacional de Forró de Itaúnas 2009, e o Trio Araçá (SP), que ganhou o mesmo festival em 2005, quando ainda era de Brasília.

Na semana seguinte, tem Forrobodó (SP), finalista do festival deste ano, e e Trio Rapacuia (RJ), vencedor do Festival de Forró de Ilha Grande 2008.

É só coisa boa! Tem como perder?
aguardem mais novidades..

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Forró Piri Fest 2009

Pessoal, não tinha falado aqui ainda, mas tem um pessoal bacana de Brasília que tem agitado bem o meio forrozeiro. Eles têm um site - onde colocam fotos e a programação de eventos da cidade - e estão promovendo há um tempo um evento interessante em Pirenópolis. Eles não curtem exclusivamente o forró pé-de-serra, portanto, o site tem notícias de outros estilos também: www.forrozeirosdodf.com.br

O Forró Piri Fest será nos dias 28 e 29 de agosto e tem boas atrações do pé-de-serra:
Trio Balancê (MG), 1º lugar em Itaúnas 2009, Raízes do Sertão (DF), 2º lugar no mesmo festival, e o Trio Classe A (SP). Tem ainda a banda Só Pra Xamegar (DF) e o DJ Hugo Campos.

O Samuel é o mesmo que organiza o site, o festival e a excursão para lá. Abaixo, mais informações.

PACOTE EXCURSÃO:
Saída 28/08, sexta-feira, às 20h
Retorno 30/08, domingo, às 16h
Inclui:
- transporte
- hospedagem em pousada
- café da manhã
- ingressos para as 2 noites de forró
Valor por pessoa a partir de 210,00 em ap triplo
PACOTE SEM TRANSPORTE a partir de 170,00 por pessoa em ap triplo
QUEST TURISMO 33493759
*VALORES SUJEITOS A AUMENTO SEM PRÉVIO AVISO
Mais informações: www.forrozeirosdodf.com.br
(61) 84066393 - 92196860 com Samuel

Raízes do Sertão na Rádio Cultura e no Ispilicute

O quarteto Raízes do Sertão vai estar hoje ao vivo no programa Papo Firme da Rádio Cultura FM - 100,9, às 20h. Os meninos vão falar da segunda colocação no Festival de Itaúnas 2009 e do forró em Brasília. O programa vai ao ar de 20h às 22h toda quinta-feira e é apresentado por Luciano Lima (com minha participação). É possível ouvir a rádio também pelo site www.movimentocalango.com.br

E nesta sexta-feira o grupo faz o primeiro show pós-Itaúnas no Forró Ispilicute, no Clube Cota Mil (Setor de Clubes Sul). Em julho não haveria forró por lá, mas não teve jeito. A ressaca de Itaúnas ao som do segundo melhor de 2009 de Itaúnas não poderia ser adiada!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Informações sobre as mudanças no Meketréfe!

Pessoal, agora é oficial. Eu soube das mudanças no Meketréfe há quase um mês e não falei nada aqui porque esperava um comunicado mais consistente dos próprios meninos: Para quem não sabe ainda, o Diego, que era vocalista e zabumbeiro do grupo, não é mais.

Mas o Meketréfe não acabou. O Felipinho gravou um depoimento no dia 20 de julho explicando tudo e os meninos me pediram para indicar o vídeo a vocês para tirarem todas as dúvidas. "Agora que é o momento de vocês darem apoio pra gente", diz o Felipinho. "O Meketréfe não acabou, agora que está começando".

Ele fala do que faz o grupo se sentir bem, que é o apoio do público, a força, a animação. Então é isso que temos que dar a eles. O grupo está à procura de um vocalista que tenha o perfil deles. "A gente pede que, quando a gente estiver com o vocalista novo, vocês deem opinião, mas fiquem junto com a gente", comenta o sanfoneiro no vídeo. "A gente ainda tem muito pra mostrar pra vocês, em breve estaremos de volta".

Assistam ao vídeo, emocionem-se, como aconteceu comigo, e deem aquela força para os meninos porque eles merecem. Thiaguinho, Felipinho e Dilu, estamos com vocês e ansiosos pelo retorno do Meketréfe!

Diego, força na nova vida que você escolheu!

VEJA O VÍDEO AQUI
http://www.youtube.com/watch?v=r3wQUk7QQzc

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Mestre Zinho - o maior exemplo de superação de todos!

Gente, que absurdo! Falei e falei aqui de superação e me esqueci do maior exemplo de todos, o que me deu a ideia de falar sobre isso no blog: Mestre Zinho!
Já comentei aqui sobre as várias dificuldades pelas quais ele passou. Já sofreu um acidente que prejudicou o movimento de uma das mãos, teve um enfarto depois de um show, em 2008, um derrame no fim do ano e, mesmo assim, segue firme e forte.

Assisti ao show dele no RioRoots em abril deste ano e estava tudo bem, apesar de estar se adaptando ao novo sanfoneiro, lá estava ele, alegre e radiante como sempre. Mas no Festival de Itaúnas, sexta passada, eu e a maioria dos que estavam lá tiveram uma surpresa. Zinho tinha sofrido outro derrame e estava com um lado do rosto paralisado.

A comoção foi geral. Todos ficaram perplexos por um tempo, sem reação. No rosto de muitos, expressões que misturavam tristeza e empolgação ao ver o nosso mestre tão debilitado e ao mesmo tempo animado. Amigos me contaram que viram os meninos do Trio Araçá chorando. Não estavam sozinhos. Foi difícil assistir ao último show da noite, no fim da semana, todos cansados e vendo aquela cena do Zinho se esforçando para ser natural, para mostrar que encara qualquer parada.

Mal dava para entender o que ele cantava, era mais um show de contemplação para os que o conheciam. Eu não aguentei, estava muito cansada mesmo. Me contaram que o show durou muito mais do que o horário do Bar Forró permitia. E quem era doido de impedi-lo?

No sábado, depois do resultado do festival, ele voltou, mais animado ainda, e fechou com chave de ouro aquela semana tão cheia de surpresas. Mesmo com dificuldade para falar, ele agradeceu a todos que ali estavam e parabenizou as bandas que participaram do evento. Mesmo sem dizer nada, ele era pessoalmente o maior exemplo de que não há diculdade neste mundo que possa nos impedir de fazer o que gostamos. Estão lembrados do que ele disse no filme Por Amor ao Forró? "Forró pra mim é tudo. A minha vida, vida minha e por todo a vida vai ser desse jeito"!

Viva (e muito) Mestre Zinho!

Deda se despede d'Os 3 do Nordeste em cima do palco

Uma coisa muito importante que me esqueci de comentar sobre o Festival de Itaúnas:

Durante o show de terça-feira do grupo O 3 do Nordeste, o Deda, vocalista, disse, com os olhos cheios d'água, algo como "Este pode ser meu último show aqui com vocês, vocês sabem que a vida leva a gente para outros caminhos, a gente precisa dar um tempo. Surgiram umas propostas para ganhar um pouco mais, sabe como é. Ainda não falei direito com o Parafuso e a Elizete, mas a gente vai se acertar. Só agradeço a vocês pelo carinho de sempre e espero que a gente se encontre por aí de novo".

O clima ficou pesado, porque parecia que eles realmente não tinham conversado sobre isso direito ainda. Todo mundo ficou sem reação, mas eles continuaram tocando enquanto o Deda falava. O Parafuso ficou calado um tempo e depois soltou essa: "Fiquem sabendo que com ele ou sem ele Os 3 do Nordeste continuam!". E voltaram a tocar. Climão!

Eles foram embora assim que o show acabou. Ninguém soube explicar ainda o que houve nem como vai ser daqui pra frente... Algumas pessoas filmaram essa despedida estranha do Deda e aposto que já devem ter colocado no youtube.

E só uma curiosidade pra quem já viu o filme Por Amor ao Forró. Estão lembrados do bebê que aparece tocando triângulo no finalzinho? É o pequeno Adyson, de 3 aninhos, neto do Parafuso dos 3 do Nordeste, filho do casal que era do grupo Os 3 de Campinas, que participaram do Festival de Itaúnas de 2008.

Itaúnas 2009: resultado e comentários

Pessoal, aposto como muitos de vocês acompanharam o festival pela rádio Forroots ou já viram o resultado do Festival Nacional de Forró de Itaúnas de 2009 no site oficial. Mas coloco aqui de novo. Meus comentários detalhados sobre o festival vêm nos próximos três posts.

Neste, além da lista de vencedores, quero agradecer a todos que assistiram ao filme Por Amor ao Forró em Itaúnas e comentaram algo comigo(antes que perguntem: pretendo colocar o filme no youtube ainda nesta semana! Acompanhem por aqui ou pela comunidade do Orkut – Por Amor ao Forró, o filme).

Foi muito gostoso ver aquele tanto de gente no Café Brasil se emocionando com as cenas feitas com tanto carinho em homenagem àquelas mesmas pessoas que estavam ali. Muito bom ouvir agradecimentos dos nativos de Itaúnas que se sentiram representados. Obrigada pelas críticas e pelos elogios. As discussões foram saudáveis, entendo o lado de todo mundo e não ficaram mágoas. É interessante ver como realmente não há um padrão de pensamentos entre os forrozeiros.

Enfim, apesar de eu ter tido momentos de tristeza por bobeira, aprendi muita coisa com todos ali. Voltei dessa viagem mais confiante, mais pensativa, mais cautelosa, mais apaixonada por forró e pelas pessoas que o sustentam. Agradecimentos especiais à Juliana e ao Paulo, que organizam aquele festival tão lindo, e ao Renato, que me deu a maior força do mundo para conseguir passar o filme lá e me apresentou a tanta gente legal.

Vejam a lista abaixo e depois tentem ler os três longos textos que fiz sobre os exemplos de superação que vi durante o festival.
Abraços a todos e estou de volta!

Interprete
Indicados:
Forró Maromba
Trio Balance - Dudu
Mariana Melo
Vencedora: Mariana Melo

Sanfoneiro
Indicados:
Dona Zaíra - André
Forrobodó – Erivaldinho
Trio Lua Cheia – Francisco
Vencedor: Forrobodó – Erivaldinho

Zabumbeiro

Indicados:

Forrobodó – Vinicinhos
Quarteto Capixaba – Mauro D’Blase
Mariana Melo - Daniel
Vencedor: Quarteto Capixaba – Mauro D’Blase
Triangulo

Indicados:

Tres Tinguá – Rony Soares
Forrobodó – Luiz Feijoli
Trio Lua Cheia – Rafael
Vencedor:  Tres Tingua – Rony Soares

Revelação do FENFIT 9ª Edição
Bruninho do Acordeon (BA) e Carolina do Forró de Ponta (RJ)

Vencedor

Indicados:

3o Lugar - Dona Zaíra (SP) – Tome Forró
2o Lugar - Raizes do Sertão (DF) – Ninguém Mete a Mão
1o Lugar - Trio Balance (MG) – Lembre de Mim